Giro Capixaba
  •  
  • Brasil
  • Cidade
  • Mundo
  • Opinião
  • Política
  • Economia
  • Tecnologia
  • Institucional
Nada encontrado
Ver todos os resultados
Giro Capixaba
  •  
  • Brasil
  • Cidade
  • Mundo
  • Opinião
  • Política
  • Economia
  • Tecnologia
  • Institucional
Nada encontrado
Ver todos os resultados
Giro Capixaba
Nada encontrado
Ver todos os resultados

Livro Vermelho do Hip-Hop ganha nova edição e resgata raízes de luta do movimento cultural

Obra do jornalista Spensy Pimentel, lançada nos anos 1990, retorna atualizada para mostrar como o hip hop segue como expressão de resistência e contestação no Brasil e no mundo.

redação Por redação
19/08/2025 - 09:22
em Cultura
A A
Nova edição de O Livro Vermelho do Hip-Hop, de Spensy Pimentel, mostra como o movimento mantém sua essência de luta e resistência, unindo periferias e comunidades indígenas no Brasil.

Imagem: Agência Brasil

Mais de 50 anos após seu surgimento nas periferias, o hip hop consolidou-se como um dos movimentos culturais mais influentes do mundo. Hoje, rappers lideram listas de artistas que mais produzem sucessos, mas a essência de contestação e resistência segue viva.

“O rap e o hip hop continuam sendo um canal de expressão para lutas ao redor do mundo”, afirma o pesquisador e jornalista Spensy Pimentel. Ele destaca o rap indígena no Brasil como exemplo desse processo, citando o grupo Brô MC’s, criado em 2009 por jovens guarani-kaiowá em Mato Grosso do Sul. A identificação com as rimas dos Racionais MC’s e de grupos de São Paulo refletia a realidade de violência, superlotação, insegurança alimentar e alto índice de suicídios enfrentados em reservas indígenas.

Esse olhar atravessa a nova edição de O Livro Vermelho do Hip-Hop, lançado agora pelas editoras Glac e Autonomia Literária. A obra, originalmente escrita em 1997 como trabalho de conclusão de curso de Pimentel na USP, ganhou notoriedade ao circular em cópias fotocopiadas e, posteriormente, em versão digital no portal Bocada Forte.

O relançamento, feito durante a Festa Literária Pirata das Editoras Independentes (Flipei), em São Paulo, busca atualizar a narrativa, preservando a memória do movimento e reforçando sua conexão com lutas contemporâneas. “É uma forma de mostrar às novas gerações que as raízes do hip hop estão diretamente ligadas aos movimentos de descolonização e resistência”, afirma o autor.

O nome da obra faz referência ao “Livro Vermelho” de Mao Tsé-Tung, usado pelo movimento Panteras Negras nos Estados Unidos para financiar suas ações comunitárias. Além dessa inspiração, a obra contextualiza a cultura hip hop a partir de nomes como Martin Luther King e Malcolm X, bem como filmes e documentários que ajudaram a moldar sua trajetória.

Lançado no mesmo ano do icônico álbum Sobrevivendo no Inferno, dos Racionais MC’s — hoje leitura obrigatória no vestibular da Unicamp — o livro preencheu uma lacuna nos estudos sobre o movimento cultural. “Ele foi um documento que apoiou iniciativas para que o poder público reconhecesse o hip hop como expressão cultural legítima”, destaca Pimentel.

Mais de duas décadas depois, a obra volta às livrarias reafirmando o hip hop como espaço de memória, luta e identidade, em sintonia com a voz das periferias e comunidades indígenas no Brasil.

*Compartilhe esta reportagem do Giro Capixaba, o melhor site de notícias do Espírito Santo.

Siga o GIRO CAPIXABA no Instagram

Tags: #música brasileiraBrô MC’scultura urbanahip hopO Livro Vermelho do Hip-HopPanteras NegrasRacionais MC’sraprap indígenaresistência culturalSpensy Pimentel
EnviarCompartilhamentoTweetCompartilhamentoCompartilhamentoEnviar
Notícia anterior

Roubo de cargas cresce 24,8% no Brasil em 2025 e eleva custos logísticos e de seguros

Próxima notícia

Após cinco anos do Marco Legal, Brasil ainda tem 34 milhões sem acesso à água tratada

redação

redação

Próxima notícia
Cinco anos após o Marco Legal do Saneamento, 34 milhões de brasileiros seguem sem água tratada e 90 milhões sem esgoto. Estudo aponta necessidade de R$ 454 bilhões em investimentos até 2033.

Após cinco anos do Marco Legal, Brasil ainda tem 34 milhões sem acesso à água tratada

Juíza federal ordena que o governo mantenha todos os radares de velocidade ativos nas rodovias federais, sob pena de multa de R$ 50 mil por equipamento. Dnit tem 24h para notificar concessionárias.

Justiça determina que governo mantenha radares de velocidade em funcionamento nas rodovias federais

Categorias

  • Brasil
  • Cidade
  • Concurso
  • Cultura
  • D+NEWS
  • Economia
  • Esporte
  • Mundo
  • Opinião
  • Política
  • Saúde
  • Tecnologia

Notícias do Estado do Espírito Santo, das cidades capixabas, do Brasil e do mundo.

Conheça o Giro Capixaba

E-mail: contato@girocapixaba.com.br

Giro Capixaba — Criação Web Tchê Digital
Nada encontrado
Ver todos os resultados
  •  
  • Brasil
  • Cidade
  • Mundo
  • Opinião
  • Política
  • Economia
  • Tecnologia
  • Institucional

Notícias do Estado do Espírito Santo, das cidades e do mundo.
E-mail: contato@girocapixaba.com.br

Giro Capixaba - Criação Web Tchê Digital

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist

Sair da versão mobile