A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou nesta quarta-feira (9) dois novos casos de sarampo na capital. Os pacientes são crianças com menos de dois anos de idade. Com as novas confirmações, o estado já contabiliza 30 casos da doença em 2026.
Dos 30 registros, 22 são de pessoas que não haviam sido vacinadas contra o sarampo ou que estavam com o esquema de vacinação incompleto. O dado reforça a preocupação das autoridades de saúde com a necessidade de manter a imunização da população em dia.
Diante do aumento de casos, o estado realizou em agosto uma campanha ampliada de vacinação em Guarulhos e São Bernardo do Campo, municípios que concentraram parte das notificações. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde, mais de 2,5 milhões de doses de vacinas foram aplicadas em todo o estado somente durante o mês.
A recomendação das autoridades é que os moradores procurem a unidade de saúde mais próxima para conferir a situação vacinal e, caso necessário, atualizar a imunização. A medida é considerada uma das principais formas de prevenção contra o sarampo e de controle da circulação do vírus.
Para as crianças, o calendário prevê a primeira dose da vacina contra o sarampo aos 12 meses de idade e a segunda aos 15 meses. Pessoas entre 15 meses e 29 anos devem ter duas doses registradas, respeitando o intervalo mínimo de 30 dias entre elas. Dos 30 aos 59 anos, é necessário ter pelo menos uma dose registrada na caderneta de vacinação. Para os trabalhadores da saúde, são recomendadas duas doses, independentemente da idade.
Também continua disponível a chamada dose zero da vacina tríplice viral para bebês de 6 meses a 11 meses e 29 dias que vivem nos municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. A aplicação também pode ser indicada para crianças dessa faixa etária que tiveram contato com pessoas com suspeita ou confirmação de sarampo, conforme avaliação das equipes de vigilância.
A dose zero, no entanto, não substitui as vacinas previstas no calendário regular. Mesmo que a criança receba a imunização antes de completar 1 ano, deverá tomar normalmente a primeira dose aos 12 meses e a segunda aos 15 meses de idade.
Com o aumento dos casos, a Secretaria de Estado da Saúde reforça a importância de verificar a caderneta de vacinação, especialmente entre crianças pequenas. A atualização das doses ajuda a ampliar a proteção individual e também contribui para reduzir a circulação do sarampo na população.
Compartilhe este conteúdo do Giro Capixaba, o melhor site de notícias do Estado do Espírito Santo.
Siga o GIRO CAPIXABA no Instagram


