O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) iniciou neste sábado (24) uma operação nacional para reforçar a segurança durante o segundo turno das eleições de 2026. As ações seguem até domingo (25) e são realizadas em conjunto com órgãos federais e estaduais, com foco na prevenção de ocorrências e no acompanhamento de situações que possam comprometer a votação e a apuração dos resultados.
A operação conta com a participação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), da Polícia Federal (PF), da Polícia Rodoviária Federal (PRF), da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e do Ministério da Defesa, além das forças de segurança dos estados. A iniciativa busca integrar as instituições e facilitar a troca de informações durante o processo eleitoral.
Entre as situações monitoradas estão possíveis crimes eleitorais, aglomerações, disseminação de desinformação, crimes cibernéticos, violência política, dificuldades logísticas e ocorrências nas seções de votação e nos locais de apuração. A atuação conjunta também permite acompanhar eventuais problemas que exijam resposta rápida das autoridades.
Segundo o Ministério da Justiça, o número de profissionais mobilizados para o segundo turno será divulgado após a consolidação dos dados enviados pelas unidades da Federação.
No primeiro turno, foram empregados 321.352 profissionais de segurança. Desse total, 305.355 pertenciam às forças estaduais, 6.565 à Polícia Federal, 2.726 à Polícia Rodoviária Federal e 142 à Força Nacional.
A estrutura utilizada naquela etapa também contou com 34.625 viaturas, 239 embarcações e 121 aeronaves. Os números demonstram a dimensão da mobilização necessária para atender às diferentes realidades regionais durante o período eleitoral.
A operação prevê suporte logístico à Justiça Eleitoral, quando solicitado, incluindo o transporte de materiais e urnas eletrônicas e a proteção de instalações utilizadas no processo de votação e apuração.
As autoridades também deverão atuar de forma coordenada diante de situações de contingência, inclusive problemas relacionados às condições climáticas que possam dificultar o deslocamento de eleitores, servidores ou equipamentos necessários à realização do pleito.
As diretrizes do Ministério da Justiça estabelecem ainda que o policiamento não deve criar obstáculos injustificados à circulação dos eleitores. Fiscalizações de trânsito destinadas à verificação de infrações administrativas devem ficar restritas a situações que apresentem risco concreto e iminente à vida ou à integridade física.
O Ministério da Justiça também orientou que eventuais bloqueios em rodovias federais sejam comunicados previamente ao Tribunal Regional Eleitoral competente, com a apresentação de justificativa e indicação de rotas alternativas.
A exigência prevê exceções para situações de flagrante delito ou infrações relacionadas à segurança viária. A medida busca conciliar as ações necessárias à segurança pública com o direito de deslocamento dos cidadãos durante a votação.
Com a operação, o governo federal pretende manter a atuação integrada das instituições responsáveis pela segurança e pelo apoio logístico às eleições, acompanhando ocorrências e buscando assegurar condições adequadas para que os eleitores exerçam o direito ao voto.
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