A aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), abriu uma nova disputa política em Brasília e reacendeu o debate sobre representatividade dentro da mais alta Corte do país. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) agora se prepara para indicar seu terceiro nome ao tribunal, o que deve ocorrer ainda neste mês.
Entre os possíveis indicados estão o advogado-geral da União, Jorge Messias, o ministro do Tribunal de Contas da União, Bruno Dantas, e o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. Apesar das articulações políticas, cresce a pressão por uma escolha que simbolize avanços sociais e diversidade racial.
A jurista Amanda Vitorino, em entrevista à Rádio Brasil de Fato, defendeu a nomeação de uma mulher negra para o cargo. “Enquanto mulher negra periférica, entendo que o próximo nome a ser indicado deve ser o de uma mulher negra no STF. Isso é muito importante”, afirmou.
Segundo Vitorino, a decisão de Lula pode representar um marco histórico na luta por equidade racial e de gênero no Judiciário. “Lula tem a chance de deixar um legado. Espero que ele não desperdice essa oportunidade”, concluiu.
A substituição de Barroso, que decidiu se aposentar após mais de 12 anos no Supremo, será submetida ao Senado Federal, onde o nome indicado passará por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) antes da votação no plenário.
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