O Serviço Geológico do Brasil (SGB) e a Petrobras oficializam, no próximo dia 19 de setembro, o início das obras do Centro Científico e Cultural da Urca, no Rio de Janeiro. O projeto contempla a revitalização do Museu de Ciências da Terra (MCTer), a criação do Centro de Referência em Geociências (CRG) — que reunirá laboratórios de isotopia e geocronologia — e a implantação da Litoteca do SGB.
O termo de cooperação para a execução das obras foi assinado em janeiro pelas duas instituições. O investimento total é estimado em R$ 200 milhões, provenientes de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (P,D&I) de infraestrutura laboratorial aprovados pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Segundo o SGB, trata-se de um dos maiores projetos de P,D&I em geociências do país, com foco em temas estratégicos como descarbonização, minerais críticos, diversificação energética, gás, petróleo, paleoclima e aquecimento global. Os laboratórios estarão disponíveis para atender setor privado, universidades e centros de pesquisa nacionais e internacionais.
Para o diretor-presidente do SGB, Inácio Melo, a iniciativa representa um marco para a ciência brasileira.
“Mais que uma obra física, é um marco para a ciência brasileira e permitirá o desenvolvimento de projetos estratégicos para nosso país no setor das geociências, além de devolver à sociedade carioca o belo prédio do Museu de Ciências da Terra”, afirmou.
O edifício histórico, parcialmente destruído por um incêndio em 1973, voltará a ter protagonismo cultural e científico após meio século. À época, o fogo consumiu parte da estrutura e a biblioteca especializada em Ciências da Terra do extinto Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM).
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