Deputada Janete de Sá relembra o 13 de Maio na Ales e afirma que a abolição da escravidão no Brasil não eliminou desigualdade, racismo e exclusão social.
A deputada estadual Janete de Sá utilizou a tribuna da Assembleia Legislativa do Espírito Santo, durante a sessão ordinária desta quarta-feira (13), para lembrar o Dia da Abolição da Escravatura no Brasil e defender uma reflexão sobre os impactos históricos do racismo e da exclusão social no país.
Em seu pronunciamento, a parlamentar afirmou que o 13 de maio representa não apenas a assinatura da Lei Áurea, em 1888, mas também a constatação de que a abolição ocorreu de forma incompleta.
Segundo Janete de Sá, embora a escravidão tenha sido oficialmente encerrada no Brasil há mais de um século, o país ainda convive com desigualdade social, racismo estrutural e exclusão da população negra.
“O Brasil aboliu oficialmente a escravidão no dia 13 de maio de 1888, mas não aboliu a desigualdade, o racismo e a exclusão”, declarou a deputada durante o discurso em plenário.
A parlamentar lembrou ainda que o Brasil foi o último país das Américas a abolir a escravidão, classificando o fato como uma “vergonha histórica”.
Durante a fala, Janete também mencionou medidas adotadas após a abolição que, segundo ela, contribuíram para a marginalização da população negra, como a criminalização da capoeira.
A deputada citou ainda o escritor Machado de Assis para refletir sobre as desigualdades históricas do país. Segundo ela, o autor já diferenciava o “Brasil oficial”, marcado pelos privilégios das elites, do “Brasil real”, formado pela população negra responsável pela construção da identidade nacional.
Janete de Sá ressaltou que manifestações culturais hoje reconhecidas mundialmente, como o samba e o carnaval, nasceram da resistência e da contribuição do povo negro brasileiro, mesmo diante da perseguição histórica sofrida por essas expressões culturais.
Para a parlamentar, há uma ironia histórica no fato de que elementos culturais inicialmente criminalizados tenham se tornado símbolos da imagem do Brasil no exterior.
O discurso ocorreu durante as manifestações alusivas ao 13 de Maio, data que marca os 138 anos da assinatura da Lei Áurea no Brasil.
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