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Moraes vota para manter condenação de ex-cúpula da PMDF por omissão nos atos de 8 de janeiro

Relator no STF rejeitou recursos das defesas; ministros da Primeira Turma têm até 24 de fevereiro para concluir o julgamento.

redação Por redação
13/02/2026 - 14:15
em Brasil
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Alexandre de Moraes vota no STF pela rejeição de recursos de ex-integrantes da PMDF condenados por omissão nos atos de 8 de janeiro de 2023.

Imagem:Joedson Alves/Agencia Brasil

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta sexta-feira (13) pela rejeição dos recursos apresentados por cinco ex-integrantes da cúpula da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). Eles foram condenados por omissão na contenção dos atos de 8 de janeiro de 2023.

O julgamento ocorre no plenário virtual da Primeira Turma do STF. Até o momento, apenas o relator se manifestou. Os ministros Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia têm prazo até 24 de fevereiro para registrar seus votos.

Moraes afastou todos os argumentos apresentados pelas defesas, incluindo suposto cerceamento de defesa e a alegação de que a competência para julgar o caso seria da Justiça Militar.

Condenações e penas

Em dezembro, a Primeira Turma já havia condenado por unanimidade os policiais militares Fábio Augusto Vieira, ex-comandante-geral; Klepter Rosa Gonçalves, ex-subcomandante-geral; e os coronéis Jorge Eduardo Barreto Naime, Paulo José Ferreira de Sousa e Marcelo Casimiro Vasconcelos.

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As penas foram fixadas em 16 anos de prisão, além da perda dos cargos públicos. O colegiado entendeu que os réus tiveram condutas omissas durante os ataques e foram responsáveis por crimes como abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.

Questionamentos da defesa

Durante o processo, os advogados sustentaram que os acusados não possuem foro privilegiado e, portanto, não deveriam ser julgados pelo Supremo. Também alegaram falta de acesso integral à documentação, o que, segundo as defesas, teria prejudicado o direito à ampla defesa.

Denúncia da PGR

Na denúncia, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que a cúpula da PMDF tinha conhecimento prévio de relatórios de inteligência que indicavam risco de ataques às sedes dos Três Poderes.

Segundo a acusação, houve planejamento considerado ineficiente, com desconsideração deliberada de alertas sobre possíveis invasões e confrontos violentos.

Relembre os atos de 8 de janeiro

Naquela data, milhares de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro se concentraram na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, inconformados com o resultado das eleições.

Parte dos manifestantes invadiu e depredou os prédios dos Três Poderes, provocando prejuízos materiais superiores a R$ 30 milhões. As forças de segurança do Distrito Federal, responsáveis pela proteção dos edifícios públicos, não conseguiram impedir as ações.

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Tags: #8DeJaneiro#AlexandreDeMoraes#GolpeDeEstado#PolíticaBrasileiraJulgamentoJustiçaPMDFSTF
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