O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima, afirmou nesta quarta-feira (13) que o Programa Brasil Contra o Crime Organizado vai transformar os presídios brasileiros em ambientes mais seguros e impedir que as unidades continuem funcionando como centros de comando de facções criminosas.
Lançado oficialmente nesta terça-feira (12), o programa federal prevê uma série de medidas voltadas ao fortalecimento do sistema penitenciário e ao combate às organizações criminosas em todo o país.
Segundo Wellington Lima, um dos principais objetivos da iniciativa é implantar padrões de segurança semelhantes aos adotados no sistema penitenciário federal, reconhecido pelo alto nível de controle e monitoramento.
“Nós vamos tornar as cadeias lugares mais seguros e retirar essa característica de escritório do crime”, declarou o ministro durante participação no programa Bom Dia, Ministro.
Entre as ações previstas está a implementação do padrão de segurança máxima em 138 unidades prisionais consideradas estratégicas nos 26 estados e no Distrito Federal.
O programa prevê a aquisição de drones, scanners corporais, bloqueadores de celular, detectores de metal, georradares, equipamentos de raio X, kits de varredura e sistemas avançados de áudio e vídeo para reforçar o controle interno das penitenciárias.
Além da modernização tecnológica, o projeto inclui treinamento especializado para os servidores do sistema prisional e a adoção de novos protocolos operacionais de segurança.
As cinco penitenciárias federais brasileiras servirão como modelo para as unidades que integrarão o programa.
Outro eixo central do plano é o combate financeiro às facções criminosas. De acordo com o ministro, o governo pretende atingir diretamente as fontes de financiamento do crime organizado por meio de operações de inteligência financeira e bloqueio de bens.
Wellington Lima afirmou que organizações criminosas atuam atualmente em diversos setores econômicos, incluindo fintechs, postos de combustíveis e empresas utilizadas para lavagem de dinheiro.
O ministro destacou que a estratégia seguirá modelos semelhantes aos utilizados na Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto de 2025 para investigar esquemas bilionários de lavagem de dinheiro ligados ao setor de combustíveis.
Segundo ele, o trabalho envolverá integração entre órgãos de inteligência financeira para identificar movimentações suspeitas, reunir informações e adotar medidas judiciais como bloqueio de patrimônio, buscas, apreensões e prisões.
O Programa Brasil Contra o Crime Organizado foi apresentado pelo governo federal como uma estratégia nacional de enfrentamento às facções, atuando desde o fortalecimento das forças de segurança até o combate à estrutura econômica das organizações criminosas.
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