A Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial no último dia (16), após registrar prejuízo de R$ 10,1 bilhões no segundo trimestre de 2026. A medida foi aprovada pelo Conselho de Administração da companhia diante da deterioração de sua situação financeira.
Em comunicado encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa informou que o cenário econômico e financeiro contribuiu para a decisão. Entre os fatores apontados estão os juros elevados, a maior dificuldade de acesso ao crédito, o aumento das despesas financeiras e a pressão sobre o consumo.
O pedido representa uma nova etapa no processo de reestruturação da varejista, que já havia recorrido a uma recuperação extrajudicial cerca de dois anos atrás.
A solicitação de recuperação judicial não envolve apenas a Casas Bahia. Outras nove empresas relacionadas ao grupo também foram incluídas no processo.
Entre elas estão a Cnova Comércio Eletrônico, a Casas Bahia Tecnologia e a Indústria de Móveis Bartira.
A recuperação extrajudicial adotada anteriormente ocorreu quando as dívidas da companhia estavam estimadas em aproximadamente R$ 4,1 bilhões. Agora, a empresa busca uma nova estratégia para reorganizar sua estrutura financeira e enfrentar o atual cenário de endividamento.
O Conselho de Administração aprovou a apresentação do pedido de recuperação judicial no domingo (16). A companhia também deverá convocar uma assembleia de acionistas para tratar dos próximos passos relacionados ao processo.
A reunião do conselho ainda foi marcada por mudanças na composição da administração. Dois integrantes deixaram suas posições: Jackson Medeiros de Farias Schneider e Rogério Paulo Calderón Peres.
Também houve alteração na diretoria. Fabio Spina, que ocupava o cargo de diretor vice-presidente Jurídico e Tributário, deixou a função.
Com o pedido de recuperação judicial, a companhia passa a buscar mecanismos para reorganizar suas obrigações financeiras e manter suas atividades durante o processo.
A recuperação judicial é um instrumento previsto na legislação brasileira para empresas que enfrentam dificuldades financeiras e procuram renegociar suas dívidas com credores, preservando a continuidade das operações.
Os próximos procedimentos dependerão da análise judicial e das etapas previstas para o processo, incluindo a apresentação e discussão do plano de recuperação com os credores.
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