Moradores de regiões mais afastadas do Amazonas poderão contar com acesso mais rápido a consultas, exames e especialistas do Sistema Único de Saúde com a ampliação da conectividade em unidades de saúde do estado.
A iniciativa integra um edital lançado pelos Ministério das Comunicações e Ministério da Saúde para levar internet de qualidade a unidades básicas de saúde em todo o país, utilizando recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust).
No Amazonas, até 105 Unidades Básicas de Saúde serão beneficiadas em municípios como Manaus, Parintins, Tefé, Itacoatiara, São Gabriel da Cachoeira, Coari e Humaitá, além de outras localidades do interior amazonense.
A proposta busca fortalecer os serviços de telessaúde no SUS, principalmente em áreas que enfrentam dificuldades de acesso a médicos especialistas e exames de média e alta complexidade.
Segundo o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, o objetivo é garantir infraestrutura digital moderna para melhorar o atendimento nas unidades de saúde.
O projeto faz parte do programa Agora Tem Especialistas, criado pelo governo federal para acelerar diagnósticos, reduzir filas e ampliar os atendimentos especializados na rede pública.
De acordo com o Ministério da Saúde, a expansão da telessaúde pode reduzir em até 30% o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que a parceria também prevê estrutura tecnológica interna nas unidades, permitindo integração de dados e comunicação em tempo real entre profissionais da saúde.
Além das teleconsultas e diagnósticos à distância, a conectividade permitirá melhorar o gerenciamento de medicamentos, agilizar marcações de consultas e otimizar o compartilhamento de informações médicas.
O edital prevê investimento total de R$ 104 milhões para conectar até 3,8 mil UBS em todo o Brasil. O foco principal são unidades que ainda não possuem internet de qualidade.
As propostas apresentadas por empresas e provedores deverão incluir conexão via fibra óptica ou satélite, além da instalação de redes Wi-Fi internas nas unidades de saúde.
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