A União Europeia decidiu suspender, a partir de 3 de setembro, as importações de carne do Brasil. A medida foi anunciada nesta terça-feira (1º) por uma porta-voz da Comissão Europeia, que apontou problemas relacionados ao cumprimento das regras do bloco para o uso de antimicrobianos.
A decisão ocorre enquanto uma auditoria sobre produtos brasileiros está em andamento. A avaliação envolve principalmente o frango e o mel e deve ser concluída até sexta-feira (4). O resultado poderá influenciar a retomada de parte das exportações para o mercado europeu.
Até o momento, a União Europeia não estabeleceu uma data para a volta das importações. Caso a auditoria apresente resultados considerados satisfatórios e seja aprovada pelas autoridades europeias, os embarques de carne de aves brasileiras podem ser autorizados novamente nas próximas semanas.
A Comissão Europeia destacou que o Brasil continua sendo um parceiro comercial importante para o bloco. Segundo a instituição, as conversas com as autoridades brasileiras seguem de maneira construtiva e positiva.
A situação, porém, é considerada mais complexa no segmento de carne bovina. As autoridades europeias mantêm exigências específicas para os produtos de origem animal que entram no mercado do bloco, o que pode dificultar uma solução rápida para o setor.
Entre as normas adotadas pela União Europeia está a proibição do uso de antimicrobianos com a finalidade de estimular o crescimento ou elevar a produtividade dos animais. O bloco também não permite o uso na produção animal de determinados antimicrobianos considerados importantes para o tratamento de infecções em seres humanos.
A preocupação europeia está relacionada ao avanço da resistência aos medicamentos. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que infecções resistentes a medicamentos estão associadas diretamente a mais de 1 milhão de mortes por ano no mundo.
A suspensão representa um novo obstáculo para as exportações brasileiras de proteína animal destinadas ao mercado europeu. A definição sobre a retomada dos embarques dependerá das avaliações realizadas pelas autoridades da União Europeia e das medidas adotadas para atender às exigências do bloco.
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