O Ministério da Saúde anunciou, na última quarta-feira (15), a ampliação do uso da membrana amniótica nos atendimentos realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A medida foi adotada após recomendação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) e a publicação de portarias pela Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde.
Com a decisão, a tecnologia passa a ser indicada para tratamentos como feridas crônicas, pé diabético e alterações oculares. A expectativa do governo federal é que mais de 860 mil pacientes sejam beneficiados anualmente com a nova abordagem terapêutica.
A membrana amniótica é um tecido coletado durante o parto e amplamente utilizado na medicina regenerativa por suas propriedades anti-inflamatórias e cicatrizantes. O material ajuda a reduzir complicações e acelerar a recuperação em diversos tipos de lesões.
No caso do pé diabético, por exemplo, estudos apontam que o uso da membrana pode acelerar a cicatrização em até duas vezes quando comparado aos curativos tradicionais. Na rede pública, o recurso já vinha sendo utilizado desde 2025 no tratamento de queimaduras graves.
De acordo com a secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde, Fernanda De Negri, a incorporação da tecnologia reforça o avanço do Brasil no uso de terapias regenerativas.
Segundo ela, a medida amplia as opções de tratamento disponíveis no SUS, contribuindo para uma recuperação mais rápida dos pacientes, além de reduzir complicações, infecções e o tempo de internação hospitalar.
No campo oftalmológico, a membrana amniótica também apresenta resultados relevantes. O tecido é utilizado na recuperação de lesões na superfície ocular, incluindo pálpebras, glândulas lacrimais e córnea. Além de acelerar a cicatrização, o material ajuda a aliviar a dor e melhora a qualidade da visão.
A tecnologia também pode ser aplicada em casos mais complexos, como glaucoma, queimaduras oculares, inflamações, perfurações e úlceras da córnea, especialmente quando os tratamentos convencionais não apresentam resultados satisfatórios.
A ampliação do uso da membrana amniótica reforça a estratégia do SUS de incorporar soluções inovadoras que aumentem a eficiência do atendimento e a qualidade de vida dos pacientes.
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