O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), indicador que funciona como uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB), registrou crescimento de 0,6% em fevereiro na comparação com janeiro. Os dados foram divulgados pelo Banco Central nesta quinta-feira (15) e mostram a continuidade do ritmo positivo da economia brasileira.
Este é o quinto mês consecutivo de alta do indicador, reforçando o cenário de expansão da atividade econômica no país. Com o resultado, o IBC-Br atingiu 110,9 pontos, superando o recorde anterior de 110,5 pontos, registrado em abril de 2025, e alcançando o maior patamar desde o início da série histórica, em janeiro de 2003.
O desempenho também veio acima das projeções do mercado financeiro, que esperava crescimento de 0,47% no período. Entre os setores analisados, a indústria apresentou a maior alta, com avanço de 1,2%, seguida pelos serviços, que cresceram 0,3%, e pela agropecuária, com elevação de 0,2%.
Na análise trimestral, o indicador também mostra força. No período encerrado em fevereiro de 2026, comparado ao trimestre finalizado em novembro de 2025, o IBC-Br avançou 1,1%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, a alta foi de 1,9%.
Criado para oferecer uma leitura mais rápida da economia brasileira, o IBC-Br reúne informações de diferentes setores, como indústria, comércio, serviços e agropecuária. Por isso, é considerado um importante termômetro da atividade econômica, com divulgação mensal.
Apesar de ser conhecido como uma prévia do PIB, o indicador possui diferenças metodológicas em relação ao cálculo oficial feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O IBC-Br considera estimativas da produção nos principais setores e inclui impostos, mas não incorpora dados pelo lado da demanda, que fazem parte do cálculo do PIB.
O Banco Central utiliza o IBC-Br como uma das ferramentas para embasar decisões sobre a taxa básica de juros. Enquanto o PIB apresenta uma visão mais completa e consolidada da economia, o índice permite acompanhar, com maior rapidez, as movimentações mais recentes da atividade econômica no país.
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