O Governo Federal anunciou um novo pacote de ações para fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) diante dos impactos provocados pelas mudanças climáticas. Entre as principais medidas está a ampliação da Força Nacional do SUS, que ganhará oito novas bases operacionais para agilizar o atendimento em situações de emergência.
Com a descentralização das equipes, o Ministério da Saúde prevê reduzir significativamente o tempo de resposta às ocorrências, permitindo que profissionais especializados cheguem aos locais afetados em até 12 horas e iniciem as primeiras ações de assistência em até 72 horas.
As novas bases serão instaladas em diferentes regiões do Brasil e contarão com infraestrutura moderna, incluindo veículos, drones, sistemas de comunicação via satélite e equipamentos voltados para operações em áreas de difícil acesso.
O pacote também contempla a criação dos Centros de Informação em Saúde e Clima, responsáveis por integrar dados ambientais e epidemiológicos para monitorar riscos, emitir alertas e orientar gestores públicos sobre medidas preventivas e respostas rápidas a desastres naturais.
Outra inovação é o Painel Nacional de Monitoramento de Calor Extremo, plataforma que fornecerá previsões diárias para todos os municípios brasileiros, permitindo identificar com antecedência regiões sob maior risco de temperaturas elevadas e seus impactos na saúde da população.
As medidas fazem parte do AdaptaSUS, plano nacional que reúne dezenas de ações voltadas à adaptação do sistema público de saúde às mudanças climáticas, com investimentos estimados em R$ 9,8 bilhões até 2035.
O Ministério da Saúde também confirmou a maior edição já realizada do PET-Saúde, com 197 projetos voltados ao enfrentamento das consequências das mudanças climáticas e investimento de R$ 266 milhões em bolsas de pesquisa e extensão.
Segundo as projeções climáticas apresentadas pela pasta, os próximos anos deverão registrar aumento da frequência de secas, queimadas, ondas de calor e chuvas intensas em diversas regiões brasileiras, exigindo maior preparação dos serviços públicos de saúde.
Para reduzir os riscos, o governo reforça orientações como manter hidratação constante, evitar exposição ao sol entre 10h e 16h, utilizar protetor solar e dedicar atenção especial aos grupos mais vulneráveis, entre eles idosos, crianças, gestantes e pessoas com doenças crônicas.
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