O governo federal anunciou a liberação de R$ 16,4 milhões para reforçar a assistência à saúde nos municípios de Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa, na Zona da Mata mineira, afetados pelas fortes chuvas.
Neste último sábado (28/2), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, sobrevoaram a região para acompanhar a situação e detalhar as medidas emergenciais.
Do total anunciado, R$ 12,5 milhões são destinados a ações emergenciais imediatas e cerca de R$ 3,8 milhões à habilitação de novos serviços de saúde.
Entre as medidas estão a entrega de 50 ambulâncias do SAMU 192, uma carreta equipada do programa Agora Tem Especialistas e seis unidades móveis para reforçar a Atenção Primária.
Kits de medicamentos e reforço logístico
Nove kits emergenciais com medicamentos e insumos estratégicos já foram enviados à região. Cada kit contém 16 itens estratégicos e 32 medicamentos, como antibióticos, analgésicos e anti-hipertensivos, além de materiais hospitalares.
Cada conjunto tem capacidade para atender até 1,5 mil pessoas por mês, totalizando cobertura estimada para 13,5 mil atendimentos mensais — volume considerado suficiente para a demanda atual.
A carreta do programa Agora Tem Especialistas começa a operar em Juiz de Fora na segunda-feira (2), oferecendo exames de imagem, como tomografia e ultrassonografia. Das seis unidades móveis enviadas, duas ficarão em Juiz de Fora e quatro em Ubá.
Doação de fraldas e Farmácia Popular
Em parceria com a CCM Indústria de Descartáveis e a Federação Brasileira das Redes Associativistas e Independentes de Farmácias (Febrafar), o Ministério da Saúde articulou a doação de 318 mil fraldas — 101 mil adultas e 217 mil infantis — para atender crianças, idosos e grupos vulneráveis.
A partir de segunda-feira, o Programa Farmácia Popular do Brasil terá regras de dispensação flexibilizadas para moradores das cidades atingidas, facilitando o acesso gratuito a medicamentos e insumos.
Atuação da Força Nacional do SUS
Equipes da Força Nacional do SUS atuam na região desde o início da crise. Ao todo, 18 profissionais realizam diagnóstico situacional, atendimento psicossocial e reorganização da rede local de saúde.
Também estão sendo intensificadas ações de vacinação preventiva contra tétano e hepatite A, além do monitoramento de doenças associadas ao contato com água contaminada.
Outras medidas incluem distribuição de hipoclorito de sódio para tratamento domiciliar da água, orientação em abrigos e apoio ao restabelecimento do abastecimento de água potável.
Monitoramento da qualidade da água
O Ministério da Saúde atua ainda por meio do Programa Nacional de Vigilância da Qualidade da Água para Consumo Humano (Vigiagua), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, para intensificar o controle da qualidade da água, inclusive em abrigos e em abastecimento por carros-pipa.
Segundo Alexandre Padilha, a crise climática tem impacto direto na saúde pública, exigindo respostas rápidas e coordenadas do Sistema Único de Saúde (SUS).
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