Celebrado em 4 de setembro, o Dia Mundial da Saúde Sexual reforça a importância da sexualidade para o bem-estar físico, mental e social. Para o Ministério das Mulheres, o tema é estratégico no combate às desigualdades de gênero e na promoção da autonomia feminina.
A saúde sexual vai além da prevenção de infecções: envolve acesso à informação de qualidade, atendimento integral no Sistema Único de Saúde (SUS), proteção contra discriminação e violência, além da vivência plena da sexualidade com respeito, prazer e segurança.
Implanon gratuito no SUS
Em outubro de 2025, o SUS começará a oferecer gratuitamente o Implanon, implante contraceptivo subdérmico com eficácia de até três anos. Serão distribuídas 1,8 milhão de unidades até 2026, com investimento de R$ 245 milhões.
Hoje, o dispositivo custa de R$ 2 mil a R$ 4 mil na rede privada. A inclusão no SUS reforça o planejamento reprodutivo, ajuda a reduzir gestações não planejadas e contribui para a queda da mortalidade materna, especialmente entre mulheres negras.
O Ministério da Saúde capacitará médicos e enfermeiros para inserção e retirada do implante, que passa a integrar os métodos oferecidos gratuitamente, ao lado de preservativos, pílulas, DIU de cobre, injetáveis e esterilização cirúrgica.
Política Nacional de Enfrentamento ao HPV
Desde julho de 2025, o Brasil conta com uma política nacional dedicada ao HPV, infecção sexualmente transmissível mais comum do mundo. O programa reúne ações de prevenção, diagnóstico, tratamento e campanhas educativas, além de incentivar pesquisas.
A vacinação, principal forma de prevenção, segue disponível no SUS para meninas e meninos de 9 a 14 anos. A cobertura vacinal vem crescendo: entre meninas, passou de 78,38% em 2022 para 82,77% em 2024; entre meninos, de 45,43% para 67,21%.
Teste DNA-HPV no SUS
Outro avanço é o início do rastreamento do câncer do colo do útero com o teste DNA-HPV, produzido pela Fiocruz. Mais sensível que o Papanicolau, ele identifica 14 genótipos do vírus antes do surgimento de lesões.
O exame começou a ser oferecido em agosto de 2025 em 12 estados e no Distrito Federal, com expansão nacional até 2026. A meta é alcançar 7 milhões de mulheres por ano, de 25 a 64 anos.
Com maior precisão, o teste permitirá ampliar os intervalos de rastreamento para até cinco anos, reduzir exames repetidos e garantir mais equidade no acesso, inclusive em regiões remotas.
Essas iniciativas colocam o Brasil em sintonia com as melhores práticas internacionais e representam um marco histórico para a saúde da mulher.
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