O diabetes mellitus segue como um dos principais desafios para a saúde pública brasileira, especialmente entre a população idosa. Dados do Ministério da Saúde revelam que três em cada dez brasileiros com 65 anos ou mais convivem com a doença, índice que reforça a necessidade de prevenção, acompanhamento contínuo e tratamento personalizado.
As informações são do Sistema de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), que aponta prevalência de 30,4% entre pessoas com 65 anos ou mais. Na faixa etária de 55 a 64 anos, o percentual é de 22,4%. Atualmente, estima-se que cerca de 20 milhões de brasileiros tenham diabetes.
A proximidade do Dia Nacional do Diabetes, celebrado em 26 de junho, reforça o alerta dos especialistas sobre a importância do controle adequado da glicemia e da adoção de hábitos saudáveis para evitar complicações que comprometem a autonomia e a qualidade de vida da população idosa.
Segundo profissionais da Rede HU Brasil, o tratamento deve ir além do uso de medicamentos. Alimentação equilibrada, prática regular de exercícios físicos, acompanhamento multiprofissional e uso correto de antidiabéticos orais, insulinas e medicamentos específicos, quando indicados, fazem parte da estratégia para manter a doença sob controle.
Para os especialistas, embora o tratamento farmacológico seja semelhante ao adotado em adultos mais jovens, o cuidado com idosos precisa considerar fatores como fragilidade, limitações físicas, déficit cognitivo, uso simultâneo de diversos medicamentos e perda de massa muscular. Nesses casos, o objetivo principal é reduzir o risco de episódios de hipoglicemia e preservar a independência funcional.
Outro aspecto essencial é a alimentação. Nutricionistas recomendam priorizar alimentos naturais, ricos em fibras, vitaminas e proteínas, como frutas, verduras, legumes, carnes, ovos, peixes, leite e o tradicional arroz com feijão. Também orientam reduzir o consumo de alimentos ultraprocessados e controlar a ingestão de carboidratos refinados, que favorecem picos de glicemia.
A prática regular de atividade física também desempenha papel decisivo no tratamento. Caminhadas, hidroginástica, musculação, alongamentos e exercícios de equilíbrio ajudam a controlar os níveis de glicose, fortalecem a musculatura, reduzem o risco de quedas e contribuem para a saúde cardiovascular e mental.
Os especialistas destacam ainda que os sinais de descompensação do diabetes incluem sede excessiva, aumento da fome, perda de peso sem explicação, vontade frequente de urinar, infecções recorrentes, alterações na visão, tonturas, fraqueza e confusão mental. Diante desses sintomas, a orientação é procurar atendimento médico para diagnóstico e acompanhamento.
Pelo Sistema Único de Saúde (SUS), os pacientes têm acesso gratuito a medicamentos como metformina e diferentes tipos de insulina, que, aliados às mudanças no estilo de vida, possibilitam um controle eficaz da doença.
A Rede HU Brasil reforça que investir em prevenção, educação em saúde e qualificação dos profissionais é fundamental para reduzir complicações e garantir um envelhecimento mais saudável para milhões de brasileiros.
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