A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) iniciou nesta segunda-feira (22) uma consulta pública para discutir a ampliação da cobertura da mamografia digital pelos planos de saúde. A proposta prevê que o exame passe a ser disponibilizado sempre que houver indicação médica, sem restrições relacionadas à idade ou ao gênero do paciente.
Atualmente, a cobertura obrigatória da mamografia digital é garantida apenas para mulheres entre 40 e 69 anos mediante solicitação médica. Caso a mudança seja aprovada, o procedimento passará a seguir as mesmas regras da mamografia convencional, que já possui cobertura sem limitações etárias, desde que haja prescrição profissional.
A proposta foi aprovada pela Diretoria Colegiada da ANS em reunião realizada no início deste mês e agora será submetida à avaliação da sociedade antes da decisão definitiva.
As contribuições poderão ser enviadas até o dia 11 de julho por meio do portal da agência, onde também estão disponíveis os documentos técnicos e informações relacionadas à consulta pública.
A mamografia digital é considerada uma das principais ferramentas para a detecção precoce do câncer de mama. O exame permite identificar alterações ainda em estágios iniciais, muitas vezes antes do surgimento de sintomas ou da percepção de nódulos durante o autoexame.
Especialistas apontam que o diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de sucesso no tratamento e pode reduzir a necessidade de procedimentos mais complexos e invasivos.
Além da capacidade de detectar alterações com maior precisão, a mamografia digital oferece benefícios adicionais aos pacientes.
Entre as vantagens estão a menor exposição à radiação, redução do tempo de compressão das mamas durante o exame e a possibilidade de armazenar as imagens em formato digital, facilitando o acompanhamento clínico e a análise por diferentes profissionais de saúde.
A revisão das normas foi motivada por discussões realizadas no âmbito da Comissão de Atualização do Rol de Procedimentos e Eventos em Saúde Suplementar (Cosaúde).
Segundo a diretora de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS, Lenise Secchin, a evolução tecnológica e a ampla utilização da mamografia digital nos serviços de saúde justificam a revisão das restrições atualmente existentes.
A expectativa é que a proposta contribua para ampliar o acesso ao exame e fortalecer as estratégias de prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama no país.
Os interessados podem encaminhar sugestões e contribuições à Consulta Pública nº 173 até 11 de julho por meio do portal oficial da ANS. Após a análise das manifestações recebidas, a agência decidirá sobre a implementação das novas regras de cobertura.
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