O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) instaurou uma investigação contra a vice-presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 17ª Região (ES), desembargadora Marise Medeiros Cavalcanti Chamberlain, após denúncias sobre mensagens enviadas em um grupo de WhatsApp que reúne magistrados.
Segundo relatos, a desembargadora teria compartilhado vídeos com teor político-partidário, feito críticas a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e utilizado linguagem considerada ofensiva contra colegas, chamando-os de “gentalha” e “esquerdistas de merda”.
O corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, classificou as condutas como graves, mas negou o afastamento imediato da magistrada por entender que as mensagens foram enviadas em um grupo privado. Ainda assim, determinou que ela apresente defesa no prazo de 15 dias.
A denúncia aponta que o comportamento da vice-presidente comprometeria a imagem da Justiça do Trabalho e poderia violar os princípios de imparcialidade exigidos pela magistratura. Os magistrados que levaram o caso ao CNJ pediram a abertura de um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD), que pode resultar em punições que vão desde advertência até aposentadoria compulsória.
A defesa da desembargadora argumenta que ela sempre agiu de forma imparcial em suas decisões e que as críticas representam perseguição política.
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