O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, autorizou que os advogados do ex-presidente Jair Bolsonaro acompanhem o depoimento que será prestado nesta terça-feira (23) à Polícia Civil do Distrito Federal.
A oitiva faz parte do inquérito que investiga a apreensão de uma arma de fogo registrada em nome de Bolsonaro e encontrada com um de seus seguranças durante uma abordagem policial ocorrida no Distrito Federal.
O depoimento está marcado para as 15 horas e será realizado na residência do ex-presidente, onde ele cumpre prisão domiciliar.
Na mesma decisão, Moraes também permitiu que os advogados se encontrem com Bolsonaro nesta segunda-feira (22), sem qualquer limitação de tempo para a conversa.
A autorização visa assegurar o direito à ampla defesa e à preparação para o depoimento que será prestado à autoridade policial responsável pela investigação.
A investigação teve início após a apreensão de uma pistola registrada em nome do ex-presidente. O armamento foi encontrado na noite do dia 15 de junho durante uma blitz realizada no Pistão Norte, em Taguatinga, região administrativa do Distrito Federal.
Durante a fiscalização, os agentes abordaram um veículo Honda Civic. O motorista informou ser servidor do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e declarou que a arma pertencia a Jair Bolsonaro.
Além da pistola, os policiais localizaram um carregador sobressalente do armamento, identificado como uma Glock calibre 9 milímetros.
Após ser conduzido à delegacia, o motorista afirmou que havia recebido a arma devido a uma pane apresentada pelo equipamento. Segundo seu depoimento, o objetivo era encaminhar o armamento para manutenção e devolvê-lo posteriormente.
A defesa de Bolsonaro confirmou que a arma está registrada em nome do ex-presidente e informou que ela havia sido entregue ao segurança para reparos.
Os advogados também sustentam que Bolsonaro não possui impedimento legal para manter a arma em sua residência, argumento que deverá integrar os esclarecimentos apresentados durante o andamento das investigações.
A Polícia Civil do Distrito Federal continua reunindo informações para esclarecer as circunstâncias da posse e do transporte da arma, além de verificar se houve cumprimento das exigências legais relacionadas ao armamento.
O depoimento do ex-presidente é considerado uma das etapas da apuração conduzida pelas autoridades responsáveis pelo caso.
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