O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que não pretende negociar com o Irã enquanto o país não aceitar uma “rendição incondicional”. A declaração foi publicada nas redes sociais poucas horas após o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, mencionar tentativas de mediação internacional para encerrar o conflito no Oriente Médio.
Sem detalhar quais países estariam envolvidos nas negociações, Pezeshkian afirmou que alguns governos já iniciaram esforços diplomáticos para reduzir as tensões. Em mensagem publicada na rede social X, o líder iraniano declarou que o país está aberto à paz, mas não abrirá mão de sua soberania.
“Estamos comprometidos com uma paz duradoura na região, mas não hesitaremos em defender a dignidade e a autoridade do nosso país”, escreveu o presidente iraniano.
A troca de declarações ocorre em meio à intensificação dos confrontos na região, com novas ofensivas militares e aumento do número de vítimas civis.
Ofensiva israelense
Israel lançou uma nova onda de ataques contra o território iraniano. Segundo as Forças Armadas israelenses, cerca de 50 caças participaram de bombardeios contra um bunker localizado sob o complexo residencial do falecido líder supremo do Irã, Ali Khamenei, no centro de Teerã.
De acordo com os militares israelenses, a estrutura funcionaria como um centro de comando de emergência ligado à antiga liderança do regime iraniano e ainda seria utilizada por autoridades de alto escalão.
Além dos ataques no Irã, Israel também ampliou as operações militares no Líbano. A capital Beirute foi alvo de bombardeios após uma ordem de evacuação sem precedentes para moradores de bairros do sul e do leste da cidade.
O governo libanês informou que os ataques já deixaram ao menos 217 mortos e 798 feridos desde o início da ofensiva, registrada na madrugada de segunda-feira.
Dados da Agência das Nações Unidas para Refugiados indicam que quase 100 mil pessoas foram obrigadas a abandonar suas casas devido à escalada da violência.
Ataque a escola infantil
Outro episódio que aumentou a tensão internacional foi o bombardeio contra uma escola infantil na cidade de Minab, no sul do Irã. O ataque deixou 175 meninas mortas no último sábado.
De acordo com informações obtidas pela agência Reuters, dois oficiais norte-americanos afirmaram que investigadores militares consideram provável que forças dos Estados Unidos estejam envolvidas na operação. Ainda assim, as autoridades destacam que a investigação não foi concluída e que a responsabilidade final pelo ataque ainda não foi oficialmente confirmada.
O episódio gerou forte repercussão internacional e aumentou a pressão por uma solução diplomática para o conflito, que já provoca impactos humanitários e amplia o risco de uma escalada militar na região.
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