A tragédia causada pelos terremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho ganhou um novo capítulo nesta segunda-feira (6), com a atualização do número de mortos para 3.535. O balanço foi divulgado pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, e também confirma 16.740 feridos e 17.854 pessoas desabrigadas.
Segundo o informe oficial, mais de 25 mil pessoas já receberam atendimento médico ou de emergência desde o desastre. O governo venezuelano contabiliza ainda 6.462 resgatados e quase 87 mil famílias atendidas com algum tipo de assistência.
O impacto dos tremores também se reflete na destruição de estruturas urbanas. De acordo com o levantamento, 856 edifícios foram danificados e ao menos 190 vieram abaixo. O cenário continua sendo acompanhado pelas autoridades, que enfrentam ainda os efeitos de centenas de tremores secundários.
Desde a ocorrência dos dois terremotos, foram registrados 1.048 novos abalos sísmicos menores, o que mantém a população em alerta e amplia os desafios das equipes de socorro. A resposta à tragédia mobiliza tanto forças nacionais quanto apoio internacional.
As operações de busca e assistência contam com 4.338 socorristas internacionais, 27.930 voluntários e 29.567 agentes envolvidos. Durante a resposta emergencial, também foram distribuídas 9.603 toneladas de alimentos para as regiões afetadas.
Os abalos principais aconteceram com apenas 39 segundos de diferença e tiveram magnitudes de 7,2 e 7,5. O episódio foi classificado por especialistas como um “terremoto-duplo”, fenômeno raro e de grande potencial destrutivo.
Considerados os terremotos mais intensos a atingir a Venezuela em 126 anos, os tremores deixaram um rastro de destruição, colapso de edifícios e danos a infraestruturas essenciais, além de uma extensa crise humanitária em diversas regiões do país.
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