O iceberg A23a, conhecido por anos como o maior do planeta, entrou em fase avançada de fragmentação e perdeu cerca de 99% de sua área original. Segundo especialistas, o bloco de gelo que já impressionou pelo tamanho agora possui menos de 50 quilômetros quadrados e segue se desfazendo no oceano.
Formado em 1986 após se desprender da plataforma de gelo Filchner, na Antártida, o A23a nasceu com aproximadamente 4.170 km². Durante décadas, permaneceu praticamente imóvel no Mar de Weddell, preso ao fundo marinho, até começar a se mover novamente nos últimos anos.
Com a retomada da deriva, o iceberg passou a percorrer longas distâncias impulsionado por correntes marítimas. Nos últimos meses, cruzou áreas entre o Atlântico Sul e regiões oceânicas mais ao norte, onde águas menos frias aceleraram o processo natural de derretimento e quebra.
Pesquisadores explicam que grandes icebergs costumam sofrer rachaduras progressivas causadas por mudanças de temperatura, ação das ondas, correntes e desgaste estrutural acumulado por décadas. O resultado é a separação em blocos menores até o desaparecimento completo.
Apesar do tamanho impressionante, o derretimento do A23a não representa aumento direto relevante no nível do mar, já que o iceberg já flutuava. No entanto, a fragmentação pode alterar ecossistemas marinhos temporariamente e impactar a navegação em determinadas rotas.
O caso reacende discussões sobre o monitoramento polar e os efeitos das transformações climáticas sobre geleiras e plataformas de gelo da Antártida.
*Da Agência Fonte Exclusiva


