O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu nesta quinta-feira (7) com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na Casa Branca, em Washington. Após o encontro, Lula afirmou que a reunião representou um avanço importante nas relações diplomáticas e comerciais entre os dois países.
Segundo o presidente brasileiro, o diálogo reforçou a parceria histórica entre Brasil e Estados Unidos. “Saio daqui com a ideia de que demos um passo importante na consolidação da relação democrática e histórica que o Brasil tem com os Estados Unidos”, declarou Lula durante entrevista coletiva.
O presidente também destacou que o Brasil está disposto a dialogar sobre qualquer tema internacional, mas reafirmou que o país não abre mão da democracia e da soberania nacional.
Após a reunião, Donald Trump publicou em uma rede social que teve um encontro “muito bom” com Lula e informou que novas reuniões entre representantes dos dois governos já estão programadas.
Um dos principais temas debatidos foi a questão das tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Lula afirmou que propôs ao governo norte-americano um prazo de 30 dias para que ministros dos dois países avancem nas negociações comerciais.
“Eu sugeri ao Trump que a gente colocasse os nossos ministros para, em 30 dias, resolver esse problema para nós decidirmos o que vai acontecer. Eu acho que vai terminar bem, num acordo entre o Brasil e os Estados Unidos na questão comercial”, afirmou o presidente.
O secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, explicou que o objetivo é buscar um entendimento que também permita o encerramento da chamada Seção 301, mecanismo utilizado pelos Estados Unidos em disputas comerciais.
MINERAIS CRÍTICOS
Durante a coletiva, Lula destacou que informou ao governo norte-americano sobre a aprovação, pela Câmara dos Deputados, de um marco regulatório relacionado aos minerais críticos e terras raras.
Segundo o presidente, o Brasil pretende ampliar parcerias internacionais para desenvolver a mineração e a industrialização desses recursos estratégicos. “Quem quiser participar conosco para ajudar a gente a fazer a mineração, para fazer a separação e para produzir a riqueza que essas terras raras nos oferecem, está convidado para ir ao Brasil”, declarou.
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que o governo saiu otimista do encontro em relação à possibilidade de novos investimentos norte-americanos no setor mineral e energético brasileiro.
SEGURANÇA E COOPERAÇÃO
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, classificou a reunião como produtiva e afirmou que diversos temas estratégicos foram discutidos, incluindo comércio bilateral, minerais críticos e cooperação internacional no combate ao crime organizado.
Já o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, ressaltou que os dois governos compartilham estratégias de combate ao crime organizado, especialmente no enfrentamento financeiro dessas organizações criminosas.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que Brasil e Estados Unidos também negociam novos acordos de cooperação aduaneira e de combate à lavagem de dinheiro, ampliando a troca de informações sobre cargas e contêineres.
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