Documentos recentemente desclassificados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos trouxeram à tona uma fotografia inédita envolvendo o ex-príncipe britânico Andrew, o ex-embaixador do Reino Unido em Washington, Peter Mandelson, e o financista americano Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais.
A revelação foi divulgada nesta sexta-feira (13) pelo jornal britânico Daily Mail e amplia as controvérsias em torno das relações de Epstein com figuras influentes da política e da elite internacional.
A imagem mostra os três homens sentados ao redor de uma mesa de madeira, onde aparecem canecas decoradas com a bandeira dos Estados Unidos. Na fotografia, Andrew Mountbatten-Windsor e Peter Mandelson aparecem vestindo roupões, enquanto Epstein está com roupas formais.
De acordo com as primeiras informações divulgadas, o registro teria sido feito ao ar livre na ilha de Martha’s Vineyard, no estado de Massachusetts, entre os anos de 1999 e 2000. A data exata e o contexto da reunião ainda não foram confirmados.
Investigadores destacam que a cena possui grande semelhança com outra imagem de Mandelson ao lado de Epstein que foi encontrada no chamado “livro de aniversários” do financista, um documento que reúne mensagens e registros de pessoas próximas a ele.
A divulgação da fotografia ocorre em meio a novas revelações judiciais relacionadas ao caso Epstein. Segundo informações associadas aos documentos analisados pelas autoridades, o ex-duque de York foi detido por aproximadamente 12 horas em fevereiro deste ano para prestar esclarecimentos sobre seu possível envolvimento com o financista.
As investigações apontam que Andrew teria repassado informações confidenciais a Epstein durante o período em que atuava como representante comercial do Reino Unido em missões internacionais.
O nome de Peter Mandelson também voltou ao centro das apurações. O ex-diplomata britânico estaria sendo investigado após o surgimento dos documentos, que levantam suspeitas de que ele também teria compartilhado informações sensíveis com Epstein quando integrava o gabinete do ex-primeiro-ministro britânico Gordon Brown.
As novas revelações reacendem o debate sobre o alcance da rede de contatos de Epstein, cuja influência alcançou empresários, políticos e membros da alta sociedade em diversos países antes de sua morte em 2019.
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