A brasileira Letícia Villar Pais, de 33 anos, foi condenada pela Justiça da Rússia a cinco anos e dois meses de prisão por tráfico e posse ilegal de haxixe. A informação foi divulgada no último domingo (6) pela agência russa RIA Novosti. A atleta, conhecida como Lelê Vilar, já defendeu o Flamengo e a seleção brasileira de futebol de praia.
A prisão aconteceu quando a jogadora atravessava a fronteira entre a Estônia e a Rússia. Durante a fiscalização, um cão farejador identificou a presença da droga na bagagem de mão da brasileira. Segundo os registros do caso, foram encontrados 6,13 gramas de haxixe.
Letícia admitiu ter levado a substância para o território russo. Segundo o relato apresentado à Justiça, ela comprou o haxixe na Europa porque acreditava que a droga também seria permitida na Rússia. O tribunal considerou a brasileira culpada por contrabando e posse ilegal de drogas sem finalidade de distribuição.
Durante o processo, a atleta afirmou que enfrentava dificuldades relacionadas à saúde mental após um divórcio e problemas na carreira. Ela contou ainda que havia recebido medicamentos contendo canabinoides e que, por isso, acreditava que a substância seria permitida em outros países.
A sentença determina que Letícia cumpra cinco anos e dois meses em uma colônia penal de regime geral. Segundo informações divulgadas pela imprensa, a decisão já entrou em vigor neste ano. A brasileira teria sido transferida para uma unidade penitenciária na região de Mordóvia, a cerca de 500 quilômetros a sudeste de Moscou.
Antes de atuar na Rússia, Letícia teve passagem pelo Flamengo no futebol de praia e também defendeu outras equipes. Dados esportivos indicam que ela nasceu em Vitória, no Espírito Santo, e conquistou a medalha de bronze nos Jogos Mundiais de Praia de 2019, no Catar.
A defesa da brasileira busca agora uma alternativa para que ela possa deixar a prisão russa e cumprir a eventual condenação no Brasil. A advogada Maria Sergueva afirmou que trabalha para conseguir a transferência da atleta e que a Embaixada do Brasil acompanha o caso.
O caso chama atenção porque a legislação russa possui regras rígidas para crimes relacionados a drogas, mesmo quando a quantidade apreendida é pequena. A condenação de Letícia ocorre após a tentativa de entrada no país com a substância e deverá seguir os procedimentos previstos pelas autoridades russas.
Compartilhe este conteúdo do Giro Capixaba, o melhor site de notícias do Estado do Espírito Santo.
Siga o GIRO CAPIXABA no Instagram





