O senador Flávio Bolsonaro (PL), que disputa a Presidência da República em 2026, participou nesta segunda-feira (7) de um ato político na Avenida Paulista, em São Paulo. Durante o discurso, ele afirmou que pretende retirar o ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF) caso seja eleito e disse que não quer permitir que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva indique outros ministros com perfil semelhante.
A segurança pública foi um dos principais pontos abordados pelo senador. Flávio defendeu que organizações criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC), o Comando Vermelho (CV) e grupos de milicianos sejam enquadrados como terroristas. Também apresentou propostas como pena de oito anos de prisão para autores de roubos de celulares, castração química para condenados por estupro e redução da maioridade penal de 18 para 16 anos.
O discurso começou com manifestações de apoio a Bolsonaro e críticas ao presidente Lula e ao ministro Alexandre de Moraes. Flávio afirmou ainda que, se chegar ao Palácio do Planalto, pretende combater o que chamou de perseguição contra adversários políticos.
O senador voltou a defender a anistia para seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado. Flávio afirmou que espera vê-lo novamente no Palácio do Planalto e classificou a condenação como uma farsa.
Ao falar sobre o atentado sofrido pelo pai em 2018, durante a campanha eleitoral, Flávio afirmou que passou a usar colete à prova de balas durante os eventos políticos. Segundo ele, a decisão está relacionada ao que considera riscos provocados por seus adversários.
Na área de costumes, o candidato disse que pretende impedir a legalização do aborto e combater o que chamou de “ideologia de gênero”. Também afirmou que deseja uma educação voltada para a formação dos estudantes, sem o que classificou como influência política nas escolas. Na saúde, prometeu oferecer um serviço público com padrão semelhante ao do Hospital Albert Einstein e ampliar a oferta de creches para ajudar mães que precisam trabalhar.
O ato reuniu diferentes nomes da direita e aliados do senador. Entre os participantes estavam o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, candidato à reeleição; o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes; o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto; o pastor Silas Malafaia; e Daniella Marques, coordenadora econômica da campanha e ex-presidente da Caixa. Também participaram deputados como Nikolas Ferreira, Guilherme Derrite, Bia Kicis e Gustavo Gayer, além do deputado estadual André do Prado. Manifestantes levaram ainda um boneco inflável do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Flávio Bolsonaro foi o último a discursar no trio elétrico. A participação ocorreu durante as manifestações do 7 de Setembro e marcou mais um movimento da pré-campanha presidencial de 2026, com foco em críticas ao governo Lula, ao STF e na defesa de pautas ligadas à segurança pública e aos costumes.
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