O Dia Nacional do Futebol, celebrado no último19 de julho, destaca a evolução do futebol feminino no Brasil, que chega a um período de grande transformação impulsionado pela ampliação de competições, novos investimentos e pela preparação para sediar a Copa do Mundo Feminina da FIFA em 2027.
A competição será realizada entre 24 de junho e 25 de julho e marcará a primeira edição do torneio disputada na América do Sul. O evento reunirá 32 seleções em 64 partidas distribuídas entre Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
Além do impacto esportivo, a competição deverá fortalecer programas de formação de atletas, ampliar o acesso de meninas ao esporte e incentivar investimentos em infraestrutura.
Os números mostram a evolução da modalidade no país. Entre 2021 e 2026, a CBF ampliou de seis para nove o número de competições nacionais femininas. Os clubes participantes passaram de 58 para 79 e o calendário registrou crescimento de 79% no número de partidas.
Para manter esse ritmo de desenvolvimento, a entidade prevê investir mais de R$ 685 milhões entre 2024 e 2029, ampliando premiações, datas do calendário e oportunidades para atletas em diferentes categorias.
A maior exposição também vem sendo impulsionada pela transmissão das competições pela CBF TV, permitindo que o público acompanhe campeonatos nacionais e torneios de base.
O cenário atual é resultado da luta de gerações de atletas que enfrentaram preconceitos e restrições legais durante boa parte do século passado.
O futebol feminino chegou a ser proibido oficialmente no Brasil entre 1965 e 1979, período em que muitas mulheres continuaram praticando o esporte de maneira informal até a regulamentação da modalidade, em 1983.
Desde então, nomes como Marta, Formiga e Cristiane transformaram a história do futebol feminino brasileiro e abriram espaço para uma nova geração de atletas, formada por jogadoras como Kerolin, Gabi Portilho e Angelina.
Embora a modalidade apresente avanços significativos, desafios como igualdade salarial, investimentos, estrutura e valorização profissional ainda fazem parte da realidade do futebol feminino brasileiro.
A realização da Copa do Mundo Feminina de 2027 representa uma oportunidade histórica para consolidar esses avanços e fortalecer definitivamente o espaço das mulheres no esporte.
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