A Receita Federal divulgou um levantamento inédito que apresenta a média de rendimentos de diversas profissões e atividades econômicas no Brasil. Os dados foram obtidos a partir das declarações do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) entregues neste ano e oferecem um panorama da distribuição de renda entre os contribuintes.
Segundo o estudo, os titulares de cartórios aparecem no topo da lista, com rendimento médio anual de aproximadamente R$ 2,8 milhões. Em seguida estão integrantes do Poder Judiciário, como juízes, desembargadores e ministros, com renda média de R$ 1,4 milhão por ano.
Os membros do Ministério Público, entre promotores e procuradores, ocupam a terceira posição, registrando rendimento médio anual de R$ 1,2 milhão.
Na outra ponta do levantamento estão profissionais dos serviços de embelezamento e cuidados pessoais, como cabeleireiros e manicures, cuja renda média anual é de R$ 57,2 mil. As trabalhadoras domésticas apresentam o menor rendimento médio identificado pela Receita Federal, com cerca de R$ 51,2 mil por ano.
Considerando o universo de mais de 41,6 milhões de declarações do Imposto de Renda analisadas, a renda média anual dos contribuintes brasileiros foi estimada em R$ 163 mil.
As informações fazem parte dos novos painéis estatísticos disponibilizados pela Receita Federal, desenvolvidos com dados consolidados das declarações do Imposto de Renda e estruturados para preservar integralmente o sigilo fiscal dos contribuintes.
As plataformas permitem consultar e cruzar informações por diferentes critérios, como estado, município, ocupação profissional, faixa de renda, sexo, idade e raça ou cor, possibilitando análises mais detalhadas sobre o perfil dos declarantes.
De acordo com a Receita Federal, o objetivo é ampliar a transparência das informações tributárias, facilitar estudos acadêmicos e econômicos e fornecer dados que possam subsidiar pesquisas, reportagens e a formulação de políticas públicas baseadas em evidências.
Os painéis também oferecem uma visão mais ampla sobre a distribuição de renda no país e contribuem para a compreensão das diferenças econômicas entre categorias profissionais e regiões brasileiras, sempre com dados agregados e sem identificação individual dos contribuintes.
Compartilhe este conteúdo do Giro Capixaba, o melhor site de notícias do Estado do Espírito Santo.
Siga o GIRO CAPIXABA no Instagram


