A Petrobras começou a utilizar óleo técnico de milho (TCO, na sigla em inglês) como matéria-prima na produção de asfalto na Refinaria Henrique Lage (Revap), em São José dos Campos, no interior de São Paulo. Desde junho, a unidade já fabricou 95 mil toneladas do ligante asfáltico CAP Pro R com conteúdo renovável.
O óleo técnico de milho é um produto residual semirrefinado obtido durante o processamento do milho utilizado na produção de etanol. Segundo a Petrobras, o insumo é considerado uma matéria-prima 100% renovável e atualmente é fornecido à companhia pela Inpasa.
A utilização do TCO amplia o uso de matérias-primas de origem renovável dentro do parque de refino da Petrobras. Antes da aplicação na fabricação de asfalto, o óleo de milho já vinha sendo empregado pela empresa em processos relacionados à produção de combustíveis.
Entre as aplicações estão o combustível sustentável de aviação e o Diesel R, produtos desenvolvidos dentro da estratégia da Petrobras de ampliar a participação de matérias-primas renováveis e buscar alternativas com menor intensidade de carbono.
A diretora de Logística, Comercialização e Mercados da Petrobras, Angélica Laureano, afirmou que a utilização do óleo técnico de milho faz parte do movimento da companhia para diversificar as matérias-primas utilizadas nas refinarias.
Segundo a executiva, a iniciativa também está relacionada à ampliação da produção de produtos com menor intensidade de carbono, incorporando fontes renováveis a diferentes segmentos da atividade industrial.
O asfalto produzido com essa tecnologia integra a linha CAP Pro R, desenvolvida pela Petrobras com foco em desempenho e sustentabilidade. O produto é um cimento asfáltico de petróleo utilizado na pavimentação de rodovias e outras estruturas viárias.
De acordo com a companhia, uma das características do produto é que o cimento asfáltico não tem como finalidade ser queimado. Por esse motivo, as emissões relacionadas ao material estão principalmente associadas às etapas de fabricação e de aplicação nas obras.
A experiência na Revap representa mais uma aplicação de insumos renováveis na cadeia de produtos derivados do petróleo. A iniciativa também acompanha os esforços da indústria para encontrar alternativas que permitam reduzir a intensidade de carbono de processos e produtos sem alterar suas principais funções.
A Petrobras informou que o uso do óleo técnico de milho na produção do CAP Pro R integra sua estratégia de diversificação de matérias-primas e desenvolvimento de soluções voltadas à transição energética e à redução da intensidade de carbono.
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