O mercado de trabalho brasileiro apresentou novo avanço no trimestre encerrado em maio. A taxa de desemprego caiu para 5,6%, o menor resultado já registrado para esse período desde o início da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, realizada pelo IBGE desde 2012.
Na comparação com o trimestre anterior, o índice recuou de 5,8% para 5,6%. Em relação ao mesmo período do ano passado, a queda foi ainda maior, passando de 6,2% para o nível atual.
O levantamento aponta que cerca de 6,1 milhões de brasileiros estavam desocupados, número 9,3% inferior ao observado um ano antes.
Ao mesmo tempo, o total de pessoas trabalhando alcançou 102,7 milhões, crescimento de 558 mil ocupações em comparação ao trimestre encerrado em fevereiro.
O rendimento médio dos trabalhadores foi estimado em R$ 3.726, mantendo estabilidade na comparação trimestral e crescimento real de 4% frente ao mesmo período de 2025.
Já a taxa de informalidade ficou em 37,3%, representando 38,3 milhões de trabalhadores sem vínculo formal. O percentual apresentou leve redução em relação ao ano anterior.
Segundo o IBGE, 68,4 milhões de trabalhadores contribuíram para a Previdência Social, o equivalente a 66,6% da população ocupada. O instituto ressalta que trabalhadores autônomos sem CNPJ também podem contribuir como segurados individuais do INSS.
Os números reforçam o cenário de recuperação do mercado de trabalho brasileiro, que vem registrando sucessivas quedas no desemprego desde o período mais crítico da pandemia.
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