O Brasil registrou a abertura de 255.321 vagas de emprego com carteira assinada em fevereiro de 2026, conforme dados do Novo Caged. O resultado é fruto de 2.381.767 admissões e 2.126.446 desligamentos ao longo do mês.
Todos os cinco principais setores da economia apresentaram desempenho positivo no período, com destaque para o segmento de serviços, responsável pela criação de 177.953 postos de trabalho. Na sequência aparecem a indústria (+32.027), a construção civil (+31.099), a agropecuária (+8.123) e o comércio (+6.127).
O setor de serviços foi o principal motor da geração de empregos, impulsionado por áreas como educação, que abriu 49.013 vagas, além de atividades administrativas e serviços complementares (+37.972), transporte e armazenagem (+17.886) e alojamento e alimentação (+16.920).
Na indústria, o avanço foi puxado por segmentos como processamento de carnes, indústria do fumo e fabricação de calçados. Já na construção civil, o crescimento foi concentrado principalmente em obras de edificações e projetos de infraestrutura.
Registro por estado
O saldo positivo de empregos foi verificado em 24 das 27 unidades da federação. Os maiores volumes de geração de vagas foram registrados em São Paulo (+95.896), Rio Grande do Sul (+24.392) e Minas Gerais (+22.874).
Em contrapartida, três estados apresentaram retração no mercado de trabalho formal: Alagoas, Rio Grande do Norte e Paraíba.
Grupos populacionais
O crescimento do emprego formal beneficiou tanto mulheres quanto homens. As mulheres responderam pela criação de 155.064 vagas, enquanto os homens ocuparam 100.257 novos postos.
Os jovens de até 24 anos concentraram a maior parte das contratações, com 163.056 vagas, o que representa 63,9% do total gerado no mês.
Salário médio
O salário médio real de admissão em fevereiro foi de R$ 2.346,97, registrando queda de 2,3% em relação a janeiro. No entanto, na comparação com fevereiro de 2025, houve aumento de 2,75%, indicando ganho real no período de um ano.
Acumulado do ano
No acumulado de 2026, o país já soma 370.339 novos empregos formais, elevando o total de vínculos celetistas para mais de 48,8 milhões.
Considerando os últimos 12 meses, o saldo é positivo em 1.047.024 postos de trabalho. Nesse período, quatro dos cinco grandes setores econômicos apresentaram crescimento, com destaque novamente para serviços (+221.084 vagas), seguido pela indústria (+86.091), construção (+81.637) e agropecuária (+31.930). O comércio foi o único segmento com resultado negativo, registrando perda de 50.395 postos.
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