Giro Capixaba
  •  
  • Brasil
  • Cidade
  • Mundo
  • Opinião
  • Política
  • Economia
  • Tecnologia
  • Institucional
Nada encontrado
Ver todos os resultados
Giro Capixaba
  •  
  • Brasil
  • Cidade
  • Mundo
  • Opinião
  • Política
  • Economia
  • Tecnologia
  • Institucional
Nada encontrado
Ver todos os resultados
Giro Capixaba
Nada encontrado
Ver todos os resultados

Da sala de aula ao reconhecimento global: músicos formados na Escola de Música de Brasília

Histórias de superação e talento mostram como a escola pública transformou a vida de artistas brasileiros hoje reconhecidos no Brasil e no exterior.

redação Por redação
18/01/2026 - 09:18
em Cultura
A A
De origem humilde à carreira internacional, músicos como Ravi Shankar Domingues, Lucas Borges e José Milton Vieira mostram como a Escola de Música de Brasília transforma vidas e leva sons brasileiros ao mundo.

Imagem:Joédson Alves/Agência Brasil

Era como um dueto improvisado a caminhada apressada ao lado da avó, na zona rural de Santo Antônio do Descoberto (GO), rumo à feira onde vendiam panos de prato. Aos 10 anos, Ravi Shankar Domingues já conciliava a escola pública, o canto no coral da cidade e apresentações em uma banda de forró. A vida era simples, mas intensa — e marcada pela música.

Hoje, aos 42 anos, Ravi é músico de carreira internacional e professor da Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Para ele, a própria trajetória não pode ser entendida como um solo, mas como uma composição coletiva. A grande virada veio ainda na adolescência, quando o som do oboé — instrumento de madeira pouco conhecido — o encantou ao ecoar pelos corredores da Escola de Música de Brasília, a mais de 40 quilômetros de sua casa.

Diretor da escola de música de Brasília, Davson de Souza. Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

O primeiro contato com o instrumento ocorreu graças a um amigo da família, impressionado com a dedicação do jovem, que o levou até a escola na capital federal. Mesmo diante da distância e das dificuldades financeiras, Ravi persistiu. Contava com a ajuda de uma tia e com apresentações musicais em sua cidade para pagar o transporte. Saía de casa diariamente às 4h30 para dar conta da rotina.

Apesar dos alertas de que o oboé era caro e oferecia poucas oportunidades profissionais, a previsão não se confirmou. Ravi construiu uma carreira sólida, atuou em importantes orquestras e hoje é referência na área. “A escola de música ensinou muito mais do que o instrumento. Ali encontrei acolhimento e formação completa”, relembra.

Na semana passada e até o dia 24, Ravi voltou à Escola de Música de Brasília, agora como professor convidado do curso internacional de verão. Para os alunos de oboé, ter aulas com alguém que percorreu os mesmos corredores é inspiração pura. “Vejo nos estudantes histórias parecidas com a minha”, afirma o músico.

O diretor da escola, Davson de Souza, destaca que a presença de ex-alunos reconhecidos internacionalmente fortalece o caráter formativo do curso. “Eles mostram, na prática, o valor do conhecimento e da educação pública de qualidade”, ressalta.

Ravi perdeu os pais ainda criança e foi criado pelos avós. Lembra das dificuldades, das longas jornadas e das noites em que só conseguia chegar em casa depois das 23h. Mesmo assim, avançou: formou-se em música pela Universidade de Brasília (UnB), integrou orquestras em São Paulo, estudou na Alemanha, passou pela Orquestra Filarmônica de Minas Gerais e consolidou-se como professor universitário. Também criou a Associação Brasileira de Oboé e Fagote e a Rede Brasileira de Saúde do Artista, voltada à valorização das condições de trabalho na área musical.

Outros “pratas da casa” também retornaram à escola como professores convidados. É o caso do trombonista Lucas Borges, de 44 anos, atualmente docente da Universidade de Ohio, nos Estados Unidos. Ele começou na banda marcial do Guará (DF) e se apaixonou pelo trombone após ouvir as Bachianas nº 5, de Villa-Lobos. O primeiro instrumento foi comprado com o dinheiro ganho em um bloco de carnaval.

A música trouxe disciplina e novos rumos. Lucas fez mestrado e doutorado na Universidade de Indiana e leciona há 11 anos nos EUA. Quem também reviveu memórias foi o trombonista José Milton Vieira, hoje integrante da Orquestra Filarmônica de Melbourne, na Austrália. “É muito bom voltar onde tudo começou”, diz.

A Escola de Música de Brasília também formou jovens talentos que hoje levam sons brasileiros ao mundo. O violonista Ian Coury, de 24 anos, estudou na Berklee College of Music, em Boston, e atua internacionalmente. Já o cavaquinista Matheus Donato, de 26, construiu carreira em Paris e aposta na experimentação musical com o instrumento brasileiro.

Histórias diferentes, trajetórias únicas, mas um ponto em comum: a educação pública e a música como ferramentas de transformação, capazes de levar talentos brasileiros da sala de aula aos palcos do mundo.

Compartilhe esta notícia do Giro Capixaba, o melhor site de notícias do Espírito Santo. 

Siga o GIRO CAPIXABA no Instagram

Tags: #CarreiraInternacional#Cultura#EducaçãoPública#EscolaDeMúsica#MúsicosBrasileirosArteMúsicaSuperação
EnviarCompartilhamentoTweetCompartilhamentoCompartilhamentoEnviar
Notícia anterior

Plataforma federal agiliza repasse de recursos a estados e municípios em situações de emergência

Próxima notícia

Guarda de Vitória detém cavaleiros por ameaças e tráfico de drogas na Praia de Camburi

redação

redação

Próxima notícia
Guarda Civil Municipal de Vitória detém dois suspeitos que ameaçavam pessoas a cavalo na Praia de Camburi e apreende drogas durante abordagem na orla.

Guarda de Vitória detém cavaleiros por ameaças e tráfico de drogas na Praia de Camburi

Bolsa Família registra e acompanha a frequência escolar de 1,55 milhão de estudantes em 2025, reduzindo alunos não localizados e fortalecendo o acesso à educação.

Bolsa Família amplia acompanhamento escolar e registra 1,55 milhão de estudantes em 2025

Categorias

  • Brasil
  • Cidade
  • Concurso
  • Cultura
  • D+NEWS
  • Economia
  • Esporte
  • Mundo
  • Opinião
  • Política
  • Saúde
  • Tecnologia

Notícias do Estado do Espírito Santo, das cidades capixabas, do Brasil e do mundo.

Conheça o Giro Capixaba

E-mail: contato@girocapixaba.com.br

Giro Capixaba — Criação Web Tchê Digital
Nada encontrado
Ver todos os resultados
  •  
  • Brasil
  • Cidade
  • Mundo
  • Opinião
  • Política
  • Economia
  • Tecnologia
  • Institucional

Notícias do Estado do Espírito Santo, das cidades e do mundo.
E-mail: contato@girocapixaba.com.br

Giro Capixaba - Criação Web Tchê Digital

Welcome Back!

Login to your account below

Forgotten Password?

Retrieve your password

Please enter your username or email address to reset your password.

Log In

Add New Playlist

Sair da versão mobile