O Brasil deu mais um passo para o reconhecimento internacional do Forró Tradicional ao entregar à Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura o dossiê de candidatura para que a manifestação seja declarada Patrimônio Imaterial da Humanidade.
A formalização foi conduzida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, em parceria com o Ministério da Cultura e o Ministério das Relações Exteriores.
Reconhecimento da cultura brasileira
Uma das principais expressões da cultura popular do país, o forró já foi reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil em 2021 pelo Iphan. O registro contempla as Matrizes Tradicionais do Forró, que incluem ritmos como baião, xote, xaxado e arrasta-pé.
Para a ministra Margareth Menezes, a candidatura tem grande significado simbólico e político.
Segundo ela, o reconhecimento internacional reforça a importância da cultura nordestina na formação da identidade brasileira e projeta o país no cenário global.
De acordo com o Iphan, a entrega do dossiê marca o início formal da análise pela Unesco, que não tem prazo definido para conclusão.
O documento reúne informações históricas e culturais que justificam o pedido, destacando a contribuição do forró para a diversidade cultural e o respeito às diferenças.
O presidente do Iphan, Leandro Grass, afirmou que a candidatura representa a retomada das políticas de valorização do patrimônio cultural brasileiro.
A elaboração do dossiê contou com a participação de diversas instituições e representantes culturais, incluindo a Associação Balaio Nordeste e fóruns de salvaguarda do forró em diferentes estados.
O processo também teve apoio de secretarias de cultura do Consórcio Nordeste, garantindo o compromisso institucional com a preservação da manifestação.
O forró tradicional, também chamado de “forró de raiz”, reúne música e dança originárias do Nordeste, com instrumentos característicos como sanfona, zabumba e triângulo.
Ao longo do tempo, o gênero se consolidou como espaço de convivência, especialmente entre trabalhadores migrantes nordestinos, fortalecendo vínculos culturais e preservando memórias.
Hoje, o forró ultrapassa fronteiras regionais e nacionais, reunindo diferentes gerações e públicos no Brasil e no exterior, mantendo viva uma das mais ricas tradições culturais do país.
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