O Balé Folclórico da Bahia (BFB) inicia nesta sexta-feira (22) sua turnê nacional em comemoração aos 37 anos de trajetória. A estreia acontece no Rio de Janeiro, no Teatro João Caetano, com o espetáculo O Balé Que Você Não Vê. Fundado em 1988, o grupo se apresenta também em Campinas, São Paulo, Franca, Florianópolis, Goiânia, Porto Alegre e Novo Hamburgo. As regiões Norte e Nordeste estão previstas em etapas futuras.
A capital carioca recebe duas apresentações, nesta sexta (22) e sábado (23), dentro do MoviRio Festival, evento que reúne mostras competitivas, palestras, workshops e intervenções artísticas. A temporada marca a primeira realização do grupo por meio da Lei Rouanet, com patrocínio do Will Bank.
Inspirado na luta de sobrevivência de uma companhia profissional, o espetáculo reúne coreografias de Carlos Durval (Bolero), Nildinha Fonseca (Okan) e Slim Mello (2-3-8), além de Afixirê, clássico de Rosângela Silvestre.
Segundo o fundador e diretor-geral, Vavá Botelho, a montagem celebra a resistência do BFB. “São 37 anos de quase invisibilidade no Brasil, apesar do reconhecimento internacional”, afirmou. O grupo já se apresentou em mais de 30 países e recebeu prêmios de críticos renomados, como Anna Kisselgoff, do The New York Times.
No Brasil, o BFB enfrenta dificuldades com a falta de patrocínio contínuo, sobrevivendo por meio de editais e apoios pontuais. Ainda assim, mantém um teatro próprio no Pelourinho, em Salvador, e se destaca pela formação de jovens artistas e preservação da cultura afro-brasileira e nordestina.
Com direção artística de José Carlos Arandiba, o Zebrinha, desde 1993, a companhia segue com o objetivo de formar dançarinos versáteis e reforçar a importância da cultura popular brasileira no cenário mundial.
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