Vitória terá, nesta sexta-feira (18), uma mobilização voltada à preservação do manguezal na Orla de Maria Ortiz. Organizada pela Prefeitura de Vitória, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmam), a ação “Vitória: nosso mundo começa aqui. A mudança está em nossas mãos!” faz parte das atividades em alusão ao Dia Mundial da Limpeza.
Cerca de 120 estudantes da rede municipal devem participar da programação, que também reunirá pescadores artesanais, catadores de caranguejo, jovens atendidos pelo Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV), educadores, voluntários, pesquisadores e representantes de instituições ambientais.
Entre os participantes estão o Projeto Tamar, o Projeto Baleia Jubarte, o Instituto Últimos Refúgios e pesquisadores do LixoMar, grupo ligado ao Laboratório de Geoquímica Ambiental e Poluição Marinha (LabGAm), da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). A proposta é unir diferentes conhecimentos em torno da conservação do ecossistema.
Um dos destaques será a limpeza realizada simultaneamente por terra e pela água. Pescadores e catadores de caranguejo da região de Goiabeiras usarão embarcações para chegar a canais e áreas alagadas de difícil acesso, enquanto estudantes, educadores, voluntários e coletores atuarão nas margens da orla.
Além de recolher o lixo, os participantes vão separar, identificar e quantificar os materiais encontrados. Dessa forma, o próprio mutirão será utilizado como uma atividade de educação ambiental, mostrando na prática os impactos provocados pelo descarte irregular de resíduos.
A programação também terá atividades educativas sobre biodiversidade, lixo marinho, poluição dos oceanos e proteção da fauna costeira. Antes das ações de campo, às 9 horas, os artistas Berg Vargas e Leticia Vargas apresentam a peça “Em Defesa do Berçário da Vida Marinha”, que aborda de maneira lúdica os efeitos do descarte inadequado de resíduos.
Para a organização, aproximar crianças e adolescentes dos problemas ambientais ajuda a transformar o conhecimento em participação. O gerente de Educação Ambiental em exercício, Idelvon Poubel, destaca que o contato direto com a realidade do manguezal permite compreender os impactos dos resíduos sobre a biodiversidade e também sobre atividades econômicas e culturais tradicionais.
A programação começa às 8h30, com o acolhimento dos participantes, e termina às 11h30, quando será apresentado o balanço da mobilização e a quantidade de materiais recolhidos. A iniciativa busca aproximar comunidade, poder público, trabalhadores tradicionais e pesquisadores na proteção de um ambiente importante para a biodiversidade e para a vida de comunidades que dependem do manguezal.
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