A Prefeitura de Vitória participa da 2ª Conferência Nacional de Arquivos (2ª CNArq), iniciada na última terça-feira (26), reunindo profissionais, pesquisadores e representantes da sociedade civil para discutir o futuro das políticas arquivísticas brasileiras. Com o tema “Arquivos: agentes da cidadania e da democracia”, o encontro segue até quinta-feira (28) e destaca a importância dos arquivos públicos para a transparência, a preservação da memória e a garantia de direitos.
Realizada 15 anos após a primeira edição, ocorrida em 2011, a conferência busca atualizar o setor diante de desafios contemporâneos, como a digitalização de documentos, a implementação da Lei de Acesso à Informação (LAI) e da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Representando a capital capixaba, o responsável técnico do Arquivo Público Municipal, Ewerton Nicolau, destacou que a conferência acontece em um momento decisivo para o setor.
Segundo ele, o encontro ocorre em “um momento histórico, marcado por mudanças tecnológicas, institucionais e normativas que ampliam os desafios da área”.
Além das transformações tecnológicas, os avanços da digitalização e do governo eletrônico também estão entre os temas centrais da programação. A 2ª CNArq promove debates, grupos de trabalho, plenárias e a formulação de propostas que irão subsidiar políticas públicas nacionais voltadas à gestão documental e preservação arquivística.
O diretor do Arquivo Público Estadual, Cilmar Cesconetto Francischetto, também participa do evento. Tanto ele quanto Ewerton Nicolau atuam como delegados natos em razão das funções que exercem, com direito a voto nas plenárias deliberativas.
A iniciativa é promovida pelo Arquivo Nacional, em parceria com o Conselho Nacional de Arquivos e com apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento.
A relevância da conferência foi destacada já na cerimônia de abertura, que contou com a presença das ministras Margareth Menezes e Esther Dweck.
As discussões da 2ª CNArq estão organizadas em seis eixos temáticos:
- Marco legal, governança e Política Nacional de Arquivos;
- Gestão de documentos como infraestrutura democrática;
- Preservação e patrimônio arquivístico;
- Acesso, transparência, inclusão e promoção da cidadania;
- Condições de trabalho, ensino e pesquisa em Arquivologia;
- Arquivos privados, comunitários e pluralidade da memória.
As propostas aprovadas durante o evento servirão de base para o aprimoramento das políticas públicas voltadas ao setor arquivístico brasileiro.
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