A Prefeitura de Vitória dá mais um passo histórico na ampliação da educação em tempo integral. Em 2026, a capital capixaba contará com 50 unidades escolares oferecendo essa modalidade de ensino em todas as regiões da cidade. O avanço é expressivo quando comparado a janeiro de 2021, período em que apenas quatro escolas funcionavam em tempo integral na rede municipal.
A expansão dos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs) e das Escolas Municipais de Ensino Fundamental (EMEFs) resultará na criação de 2.751 novas vagas em relação a 2025. Ao todo, serão 12.139 estudantes atendidos em tempo integral, o que corresponde a 26,68% do total da rede municipal de ensino.
Com esse índice, Vitória supera a meta 6 do Plano Nacional de Educação (PNE), do Ministério da Educação (MEC), que estabelece a oferta mínima de 25% das matrículas em tempo integral.
Em 2026, nove novas unidades passarão a ofertar o modelo:
EMEF Juscelino Kubitschek de Oliveira (Maria Ortiz), EMEF Octacílio Lomba (Maruípe), EMEF João Bandeira (Consolação), EMEF Vercenílio da Silva Pascoal (Joana D’Arc), CMEI Ana Maria Chaves Colares (Jardim Camburi), CMEI Darcy Vargas (Santo Antônio), CMEI Georgina da Trindade Faria (São José), CMEI Nelcy da Silva Braga (Maruípe) e CMEI Geisla da Cruz Militão (Nova Palestina).
O prefeito Lorenzo Pazolini destacou o impacto social da política pública. “O tempo integral possibilita que crianças, adolescentes e jovens se desenvolvam ao longo de todo o dia na escola. Isso amplia oportunidades para os pais, facilita a inserção no mercado de trabalho, reduz a violência e transforma a realidade das famílias”, afirmou.
Nove horas diárias de aprendizagem e cuidado
O modelo adotado em Vitória vai além do mínimo exigido para o tempo integral. São nove horas diárias de atividades, incluindo quatro refeições, que atendem a cerca de 70% das necessidades nutricionais diárias dos estudantes.
Na Educação Infantil, o currículo contempla acolhimento, cuidado, descanso, ambientes temáticos e oficinas na pré-escola, nas quais as crianças escolhem livremente as atividades, estimulando o protagonismo desde a primeira infância.
No Ensino Fundamental, o currículo integra os componentes da BNCC — como Língua Portuguesa, Matemática, Ciências, Arte, Educação Física e Inglês — a práticas como Tutoria, Acolhimento, Educação Científica e Tecnológica, Protagonismo, Orientação de Estudos e Disciplinas Eletivas. O Projeto de Vida, do 1º ao 9º ano, é o eixo estruturante do modelo.
Para a secretária municipal de Educação, Juliana Rohsner, investir em tempo integral é investir no futuro da cidade. “Esse modelo considera as crianças em todas as suas dimensões e garante uma escola mais viva, humana e transformadora”, destacou.
A diretora da EMEF Vercenílio da Silva Pascoal, Carol Rosemberg, ressaltou o impacto direto da iniciativa no bairro Joana D’Arc. “O tempo integral vai oferecer novas oportunidades a jovens que ficavam desassistidos fora do horário escolar”, afirmou.
Resultados e reconhecimento nacional
Os investimentos da Prefeitura de Vitória e o trabalho da Secretaria Municipal de Educação (Seme) reposicionaram o município como referência nacional em educação pública.
Segundo o relatório Criança Alfabetizada, do MEC, Vitória alcançou 73,2% de alfabetização em 2024, tornando-se a 2ª capital melhor colocada do país, com crescimento de 7,3 pontos percentuais em relação a 2023. Avaliações internas de 2025 indicam avanço ainda maior, com 82% de leitores no 2º ano.
O município também recebeu o Selo Ouro do Compromisso Nacional com a Alfabetização, concedido pelo MEC, e apresentou evolução no Ideb, elevando os índices tanto nos anos iniciais quanto nos anos finais do Ensino Fundamental.
Com a ampliação do tempo integral, Vitória consolida uma política educacional que alia qualidade, equidade e desenvolvimento social, garantindo mais oportunidades para crianças, jovens e famílias em toda a cidade.
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