A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (11), a terceira fase da Operação Anomalia com o objetivo de desarticular um grupo formado por policiais militares do estado do Rio de Janeiro suspeitos de envolvimento com facções criminosas e milícias. Desde o início da manhã, agentes federais cumpriram mandados de prisão contra os investigados.
Ao todo, sete policiais militares foram presos durante a operação. Eles foram encaminhados para a unidade prisional da corporação localizada em Niterói. Em nota, a Polícia Militar do Rio informou que os agentes também serão submetidos a processos administrativos disciplinares.
Além das prisões, a ação incluiu o cumprimento de sete mandados de busca e apreensão em diferentes regiões do estado. As diligências ocorreram na cidade do Rio de Janeiro, nos bairros Taquara, Freguesia, Campo Grande e Santa Cruz, além dos municípios de Nova Iguaçu e Nilópolis, na Baixada Fluminense.
Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), todos os investigados também foram afastados imediatamente de suas funções públicas. A decisão inclui ainda a quebra do sigilo de dados dos aparelhos eletrônicos apreendidos durante a operação. O cumprimento das ordens judiciais contou com apoio da Corregedoria da Polícia Militar.
Investigação e esquema criminoso
Segundo a Polícia Federal, as investigações indicam que os policiais militares utilizavam a posição dentro da corporação para favorecer atividades do crime organizado. As apurações apontam que o grupo atuava facilitando a logística para operações de tráfico de drogas e milícias, além de oferecer proteção a criminosos e ajudar a ocultar recursos obtidos de forma ilegal.
Os investigados poderão responder por crimes como organização criminosa, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. Todo o material recolhido durante as buscas será analisado para identificar outros possíveis envolvidos no esquema.
A operação integra as ações da força-tarefa Missão Redentor II, que segue diretrizes estabelecidas pelo STF no julgamento da ADPF 635, conhecida como ADPF das Favelas. A iniciativa busca fortalecer a produção de inteligência policial para desarticular organizações ligadas ao tráfico de drogas e armas e interromper suas conexões com agentes públicos.
Outra prisão envolvendo policiais
Na terça-feira (10), a Polícia Federal também prendeu três policiais civis do Rio de Janeiro, entre eles o delegado titular de uma delegacia da capital.
O grupo é investigado por supostamente utilizar a estrutura do Estado para extorquir integrantes do Comando Vermelho, uma das maiores facções criminosas do estado, além de praticar corrupção e lavagem de dinheiro.
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