A médica Andréa Marins Dias, de 61 anos, morreu após ser atingida por disparos de arma de fogo durante uma abordagem policial na tarde do último domingo (15), no bairro de Cascadura, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro.
De acordo com a Secretaria de Estado de Polícia Militar do Rio de Janeiro, a corporação lamentou a morte e informou que foi instaurado um procedimento interno para apurar as circunstâncias da ocorrência. A determinação partiu do secretário da pasta, Marcelo de Menezes Nogueira.
Segundo a Polícia Militar, os agentes que participaram da ação utilizavam câmeras corporais durante a abordagem. Os equipamentos e as armas usadas pelos policiais foram recolhidos e estão à disposição da investigação conduzida pela Polícia Civil do Rio de Janeiro.
O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), que busca esclarecer as circunstâncias do ocorrido.
Repercussão
A ministra da Ministério da Igualdade Racial, Anielle Franco, comentou o caso em uma rede social. Segundo ela, testemunhas relataram que o veículo conduzido pela médica, que era uma mulher negra, pode ter sido confundido com o de criminosos.
Na publicação, a ministra questionou a persistência de episódios de violência ligados à segurança pública e destacou o impacto dessas situações sobre a população negra.
De acordo com Anielle, Andréa Marins Dias atuava há 28 anos na área da saúde, dedicando-se principalmente ao atendimento de mulheres. A médica era especialista em ginecologia e também trabalhava como cirurgiã-geral.
A ministra ressaltou ainda as dificuldades enfrentadas por mulheres negras para alcançar formação superior e exercer a profissão médica, destacando a importância da trajetória de Andréa.
Anielle Franco também afirmou que acompanha o caso e cobra das autoridades responsáveis uma investigação rápida e rigorosa sobre o ocorrido.
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