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Cinco regiões de recifes de corais do Brasil estão criticamente ameaçadas

Avaliação internacional aponta risco de colapso em cinco ecorregiões brasileiras, diante do aquecimento dos oceanos, da poluição e de outras pressões ambientais.

redação Por redação
29/10/2026 - 14:30
em Cidade
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Cinco ecorregiões de recifes de corais brasileiros foram classificadas como criticamente em perigo em avaliação global apresentada na COP17 da biodiversidade.

Imagem:Fernando Frazão/Agência Brasil

Cinco ecorregiões de recifes de corais do Brasil foram classificadas como criticamente em perigo em uma avaliação global apresentada durante a 17ª Conferência das Partes da Convenção sobre Diversidade Biológica (COP17), realizada em Yerevan, na Armênia. O levantamento integra a Lista Vermelha de Ecossistemas, elaborada pela União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN), e alerta para a necessidade de medidas urgentes para evitar o colapso desses ambientes marinhos.

As áreas brasileiras classificadas nessa categoria são Parrachos; Atol das Rocas e Fernando de Noronha; Costa dos Corais; Baía de Todos os Santos e Baixo Sul; e Abrolhos. Ao todo, oito ecorregiões do país foram analisadas, mas três não receberam uma classificação geral de risco por falta de dados suficientes. São elas Parcel de Manuel Luís, Costa Semiárida e Queimada Grande. Segundo especialistas, a ausência de informações não significa que esses locais estejam livres de ameaças, mas reforça a necessidade de ampliar as pesquisas e o monitoramento.

A avaliação considerou as mudanças ambientais observadas nos últimos 50 anos e as projeções de estresse térmico para as próximas cinco décadas. O estudo identificou que Parrachos, Costa dos Corais e Atol das Rocas e Fernando de Noronha já apresentavam condições para serem classificados como criticamente em perigo com base no histórico recente. Já Baía de Todos os Santos e Baixo Sul e Abrolhos estavam na categoria em perigo, mas passaram ao nível mais grave diante das projeções de aquecimento dos oceanos.

As ondas de calor marinhas estão entre as principais ameaças aos recifes brasileiros. Episódios registrados em 2019 e 2020 e, novamente, em 2024 provocaram branqueamento severo e mortalidade de espécies importantes de corais. Além das mudanças climáticas, atividades humanas como sobrepesca, expansão urbana costeira, turismo desordenado e lançamento de sedimentos e nutrientes no mar prejudicam a qualidade da água e reduzem a capacidade de recuperação desses ecossistemas.

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O levantamento também aponta riscos associados à exploração de petróleo e gás, à mineração, à navegação e à presença de espécies invasoras, como os corais-sol e o peixe-leão. Segundo a análise, os recifes próximos ao litoral estão sujeitos a uma combinação mais intensa de pressões ambientais do que aqueles localizados em áreas mais distantes da costa, o que aumenta a preocupação com a conservação desses ambientes.

A avaliação global analisou recifes de coral que vivem em águas rasas e recebem luz solar, sem incluir recifes profundos, rochosos ou formados por corais de água fria. Em todo o mundo, foram examinadas 127 ecorregiões de mais de 80 países e territórios, distribuídas em dez macrorregiões. Desse total, 122 foram classificadas como criticamente em perigo, o equivalente a 96%. Mesmo considerando apenas as mudanças dos últimos 50 anos, sem as projeções climáticas, 30 ecorregiões já estavam na categoria de risco máximo e outras 116 foram consideradas ameaçadas.

A Lista Vermelha de Ecossistemas é uma ferramenta utilizada para avaliar o risco de colapso ambiental e orientar políticas públicas de conservação. O instrumento também contribui para o acompanhamento das metas do Marco Global da Biodiversidade de Kunming-Montreal, estabelecido em 2022, do qual o Brasil é signatário. Os resultados podem ajudar governos e instituições a definir prioridades para proteger os recifes, recuperar espécies marinhas e reduzir os impactos das atividades humanas.

Especialistas ressaltam, porém, que as medidas locais de conservação precisam ser acompanhadas de ações globais contra as mudanças climáticas. Embora o controle da poluição, da pesca e de outras pressões humanas possa aumentar a resistência dos recifes, essas iniciativas não são suficientes para impedir as ondas de calor marinhas. A redução rápida das emissões de gases de efeito estufa é considerada essencial para limitar o aquecimento dos oceanos e ampliar as chances de sobrevivência dos ecossistemas recifais.

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Tags: : #RecifesDeCorais#AquecimentoGlobal#Biodiversidade#conservaçãoambiental#COP17#MeioAmbiente#MudançasClimáticas#Oceanos#PreservaçãoDaNatureza#VidaMarinhaBrasilSustentabilidade
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