O Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf) alcançou um novo recorde na safra 2025/2026. Entre julho de 2025 e maio de 2026, foram contratados R$ 64,5 bilhões em crédito rural, distribuídos em mais de 2 milhões de operações realizadas em todo o país.
Os números representam um crescimento de 24% no volume de contratos e de 9% nos recursos liberados em comparação com a safra anterior. O desempenho antecede o lançamento do novo Plano Safra da Agricultura Familiar, previsto para esta terça-feira (30).
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), a expansão do crédito ocorreu em todas as regiões brasileiras, com destaque para o Norte e o Nordeste, ampliando o apoio à produção de alimentos e ao fortalecimento da agricultura familiar.
Na comparação com a safra 2022/2023, os avanços são ainda mais expressivos. O número de operações saltou de 1,3 milhão para mais de 2 milhões, um crescimento de 52%, enquanto os recursos passaram de R$ 49,9 bilhões para R$ 64,5 bilhões, alta de 29%.
O acesso das mulheres agricultoras ao Pronaf também registrou crescimento significativo. A linha Pronaf Mulher mais que dobrou o volume de financiamentos, alcançando R$ 521 milhões, um aumento de 106%.
Considerando todas as modalidades do programa, as mulheres responderam por 41% das operações contratadas, movimentando R$ 14,9 bilhões em financiamentos. Na safra 2022/2023, essa participação era de 32%, com R$ 9,2 bilhões liberados.
Segundo o governo, o avanço fortalece a autonomia econômica das agricultoras familiares e amplia sua participação na produção de alimentos e na gestão das propriedades rurais.
As linhas voltadas à sustentabilidade também apresentaram crescimento. O Pronaf Floresta registrou aumento de 80% nos recursos contratados, enquanto o Pronaf Agroindústria avançou 84%. Já as modalidades Bioeconomia, Semiárido e Sociobiodiversidade tiveram altas de 22%, 47% e 51%, respectivamente.
Outro destaque foi o financiamento para aquisição de máquinas e equipamentos agrícolas. Os investimentos chegaram a R$ 13,4 bilhões, com aumento de 13% nos recursos e crescimento de 31% no número de contratos.
Além disso, houve expansão do crédito para povos e comunidades tradicionais. As operações aumentaram 112% entre quilombolas, 85% para pescadores artesanais, 65% para povos indígenas e 46% para extrativistas.
Com o lançamento do novo Plano Safra, o governo pretende ampliar ainda mais o acesso ao crédito, incentivar práticas sustentáveis, fortalecer a produção de alimentos e ampliar oportunidades para mulheres, jovens e comunidades tradicionais.
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