A operação de desintrusão realizada pelo Governo Federal na Terra Indígena Sararé, em Mato Grosso, ultrapassou 90 dias de atuação com foco na eliminação da infraestrutura utilizada pelo garimpo ilegal de ouro e na prevenção da retomada das atividades criminosas na região.
As forças de segurança e fiscalização intensificaram as ações de inteligência para localizar estruturas clandestinas construídas por garimpeiros. Até o momento, foram destruídos 35 bunkers usados para esconder equipamentos e identificados 33 túneis subterrâneos destinados à extração ilegal de ouro.
A destruição das galerias está sendo executada pela Polícia Federal, que utiliza explosivos para provocar o colapso das escavações e impedir que elas sejam reutilizadas.
A operação reúne equipes da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP), Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal (PRF), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai).
Segundo o governo, além das incursões em novas áreas de garimpo, as equipes trabalham para inutilizar toda a estrutura criminosa instalada dentro da Terra Indígena, incluindo máquinas, equipamentos e acampamentos.
O balanço da operação aponta um prejuízo estimado em mais de R$ 100 milhões para os responsáveis pela atividade ilegal.
Desde o início da ação, foram apreendidas ou inutilizadas cerca de 3,8 toneladas de explosivos, destruídos 199 acampamentos, 829 motores utilizados no garimpo e 34 escavadeiras hidráulicas, além de diversos outros equipamentos empregados na exploração clandestina.
A Terra Indígena Sararé abriga aproximadamente 201 indígenas do povo Nambikwara, distribuídos em sete aldeias. O território possui cerca de 67 mil hectares, dos quais aproximadamente 4.200 hectares foram impactados pelo avanço do garimpo ilegal.
Homologada em 1985, a área enfrenta, nos últimos anos, sucessivas invasões relacionadas à exploração clandestina de ouro, o que motivou a operação de desintrusão conduzida pelo Governo Federal.
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