A integração dos sistemas de monitoramento da soja e da carne bovina é apontada como um dos principais desafios para fortalecer o controle ambiental das cadeias produtivas brasileiras. A conclusão faz parte de um estudo divulgado pelo WRI Brasil, que analisou iniciativas de rastreabilidade utilizadas no país.
Ao todo, foram avaliados 21 mecanismos de acompanhamento da produção agropecuária, sendo dez voltados ao setor da soja e 11 à pecuária bovina. A pesquisa concentrou a análise nos biomas Amazônia e Cerrado, regiões estratégicas para a produção nacional.
Os pesquisadores identificaram que o Brasil já dispõe de ferramentas robustas de monitoramento, mas defendem maior integração entre bancos de dados, padronização dos critérios técnicos e fortalecimento da governança para ampliar a confiabilidade das informações.
Entre as recomendações estão a utilização de dados oficiais, auditorias independentes, monitoramento de toda a cadeia produtiva, incluindo fornecedores indiretos, expansão do controle para todos os biomas e incentivo ao cumprimento das normas ambientais e trabalhistas.
O estudo também destaca que um sistema mais eficiente de rastreabilidade pode aumentar a competitividade do agronegócio brasileiro diante das exigências internacionais por produtos livres de desmatamento.
Os autores citam a China como um dos principais mercados estratégicos para esse avanço. Em 2024, o país asiático importou US$ 44,6 bilhões em soja e carne bovina do Brasil, reforçando a importância de mecanismos capazes de garantir maior transparência sobre a origem dos produtos.
Além dos benefícios comerciais, a pesquisa aponta que o fortalecimento da rastreabilidade pode impulsionar um modelo de desenvolvimento rural baseado em sustentabilidade, inovação, geração de empregos e valorização da produção responsável.
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