O Ministério de Minas e Energia (MME) e o Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) assinaram, na última terça-feira (09/09), um Acordo de Cooperação Técnica (ACT) para desenvolver um aplicativo digital do programa Luz para Todos (LPT).
A plataforma terá uma interface intuitiva, funcionando offline e com geolocalização automática, permitindo que moradores de áreas remotas solicitem atendimento e que as equipes do programa otimizem o planejamento das obras.
A iniciativa integra o programa Startup gov.br, do MGI, voltado à transformação digital de órgãos federais, e visa beneficiar 1,2 milhão de pessoas em regiões rurais da Amazônia Legal e outros locais do país.
Segundo o secretário Nacional de Energia Elétrica, João Daniel Cascalho, o acordo representa um avanço na modernização de serviços públicos essenciais e reforça o compromisso do governo com a universalização do acesso à energia elétrica. “O aplicativo irá impulsionar a inclusão social e o desenvolvimento regional, garantindo que nenhum brasileiro fique para trás”, afirmou.
O aplicativo beneficiará comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas, assentamentos e famílias de baixa renda cadastradas no CadÚnico. A integração com bases governamentais permitirá a validação automática dos beneficiários, agilizando o atendimento.
O projeto terá duração de 18 meses, de setembro de 2025 a fevereiro de 2027, dividido em seis etapas, incluindo auditorias e ajustes para garantir eficiência. A primeira versão (MVP) será lançada em outubro de 2025, com novas atualizações a cada três meses até o produto final.
Impacto social e desenvolvimento regional
O acesso à energia elétrica melhora a qualidade de vida das famílias, possibilita o funcionamento de escolas, postos de saúde, centros comunitários, sistemas de água e pontos de conectividade digital.
De acordo com André Dias, diretor do Departamento de Universalização e Políticas Sociais de Energia Elétrica da SNEE, o aplicativo será um instrumento decisivo para acelerar a chegada da energia em áreas de difícil acesso, como a Amazônia Legal.
Além disso, a eletrificação permitirá o funcionamento de instalações produtivas, fortalecendo a economia local e integrando comunidades ao mercado de forma mais competitiva, valorizando seus recursos culturais e naturais.
Fonte: MME
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