Nos dias 18 e 19 de setembro, Fortaleza (CE) sediará a 2ª Cúpula Global da Coalizão para a Alimentação Escolar, reunindo ministros, especialistas e lideranças de mais de 100 países. O objetivo é fortalecer políticas públicas para garantir que todas as crianças tenham acesso diário a refeições saudáveis e adequadas até 2030, enfrentando a fome, a má nutrição e seus impactos na educação e no desenvolvimento sustentável.
O Brasil preside a coalizão, ao lado da França e da Finlândia, e é referência internacional por seu Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), que atende cerca de 40 milhões de estudantes da educação básica pública diariamente. Pelo Pnae, pelo menos 30% do orçamento anual de R$ 5,5 bilhões é destinado à compra de produtos da agricultura familiar, percentual que passará para 45% a partir de 2026, reforçando a valorização da produção local e da segurança alimentar.
Criada em 2021 durante a Cúpula de Sistemas Alimentares da ONU, a coalizão conta atualmente com 109 países-membros e cerca de 150 organizações parceiras, abrangendo mais de 65% da população mundial. Sua agenda inclui garantir refeições nutritivas a todos os estudantes, estimular a agricultura local, reduzir desigualdades, fortalecer cadeias curtas de produção e promover sustentabilidade ambiental.
O ministro da Educação, Camilo Santana, destacou a importância da cúpula: “O Brasil tem um dos maiores e mais bem-sucedidos programas de alimentação escolar do mundo. Receber a 2ª Cúpula Global é reconhecer essa liderança e reafirmar nosso compromisso com o combate à fome, a valorização da agricultura familiar e a promoção de hábitos alimentares saudáveis”.
A presidente do FNDE, Fernanda Pacobahyba, ressaltou que “não é possível falar de educação sem falar de alimentação de qualidade. A coalizão une esforços internacionais para que a alimentação escolar seja sinônimo de aprendizado, saúde e valorização das culturas alimentares locais”.
A cúpula também discutirá financiamento sustentável, diversidade cultural na alimentação e proteção dos recursos naturais, fortalecendo a alimentação escolar como uma política pública estratégica para o presente e o futuro.
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