O Ministério da Justiça e Segurança Pública iniciou a distribuição de mais de 400 rastreadores veiculares com tecnologia GSM para as polícias civis de todo o país. A iniciativa busca ampliar o uso de tecnologia nas investigações criminais e fortalecer o combate ao crime organizado.
A ação é coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública e pela Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência.
Os equipamentos permitem localizar veículos em tempo real por meio de dados celulares e contam com pacote de dados válido por 24 meses.
Segundo o diretor de Operações Integradas e de Inteligência da Senasp, Anchieta Nery, a tecnologia representa um avanço estratégico para as forças de segurança.
“O uso de tecnologia aplicada à atividade de inteligência representa um avanço estratégico no enfrentamento ao crime organizado. Com a entrega dos rastreadores, ampliamos a capacidade de monitoramento, produção de provas e atuação integrada entre as forças de segurança”, destacou.
Distribuição já alcança diversos estados
Os estados do Amazonas e do Rio Grande do Sul já receberam os primeiros rastreadores, marcando o início da distribuição prática dos equipamentos em âmbito nacional.
Além disso, outras 15 unidades da federação avançaram na implementação da iniciativa após criarem suas Comissões de Recebimento, etapa considerada essencial para a operacionalização dos dispositivos.
Entre os estados contemplados estão Pará, Roraima, Amapá, Rondônia, Paraíba, Rio Grande do Norte, Piauí, Minas Gerais, Distrito Federal, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e Santa Catarina.
Tecnologia reforça inteligência policial
Os rastreadores serão utilizados por unidades especializadas e setores de inteligência das polícias civis, permitindo maior capacidade de monitoramento, coleta de provas e acompanhamento de alvos estratégicos.
A iniciativa faz parte do Programa Nacional de Enfrentamento às Organizações Criminosas, criado para fortalecer a integração entre forças de segurança pública e modernizar as ações de combate às organizações criminosas no Brasil.
De acordo com o Ministério da Justiça, a utilização de ferramentas tecnológicas deve tornar as operações policiais mais rápidas, precisas e eficientes, contribuindo para ampliar a capacidade de resposta das autoridades no enfrentamento ao crime organizado.
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