O Ministério da Educação (MEC) publicou, nesta quarta-feira (26), as portarias que credenciam dez novos campi de universidades federais, em mais uma etapa da política de expansão da educação superior pública. Oito dessas unidades foram viabilizadas com recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), reforçando a estratégia do governo federal de levar ensino superior gratuito a regiões historicamente desassistidas.
Segundo o ministro da Educação, Camilo Santana, a iniciativa atende a uma determinação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
“Levar mais ensino superior público e de qualidade para o nosso povo. É mais oportunidade e desenvolvimento para todas as regiões do Brasil.”
Os novos campi iniciarão suas atividades acadêmicas em estruturas provisórias a partir de 2026, enquanto avançam as obras das sedes permanentes. No primeiro ano, serão oferecidos 26 cursos, com ingresso pelo Sisu.
Onde serão os novos campi
As portarias de credenciamento abrangem as seguintes instituições e municípios:
- Ufopa – Campus Rurópolis (PA) [Novo PAC]
- UFPE – Campus Sertânia (PE) [Novo PAC]
- UFG – Campus Cidade Ocidental (GO) [Novo PAC]
- UFMT – Campus Lucas do Rio Verde (MT) [Novo PAC]
- UFS – Campus Estância (SE) [Novo PAC]
- Unifei – Campus Pouso Alegre (MG)
- Ufam – Campus São Gabriel da Cachoeira (AM) [Novo PAC]
- Ufop – Campus Ipatinga (MG) [Novo PAC]
- UFPA – Campus Capanema (PA)
- UFSCar – Campus São José do Rio Preto (SP) [Novo PAC]
Além dessas unidades, o Novo PAC já contempla o novo campus da Unilab em Baturité (CE), que iniciou atividades provisórias com o curso de Medicina. Outras implantações seguem em andamento em Jequié (BA) e Caxias do Sul (RS).
Redução de desigualdades e fortalecimento regional
De acordo com o secretário de Educação Superior, Marcus David, a expansão representa um movimento estratégico de desenvolvimento;
“Estamos levando universidades a cidades que historicamente ficaram fora do mapa do ensino superior federal. Cada novo campus significa mais pesquisa, mais inclusão e mais perspectivas para milhares de jovens.”
A implementação dos novos campi também envolve ações estruturantes, como:
- redistribuição de cargos docentes e técnico-administrativos;
- liberação de recursos para infraestrutura provisória;
- aquisição de equipamentos;
- reorganização administrativa para garantir coordenações acadêmicas e equipes de gestão.
Passo decisivo para consolidar a rede federal
Com os credenciamentos publicados, o governo federal avança na consolidação da rede de universidades federais, ampliando sua presença territorial e fortalecendo seu papel no desenvolvimento regional e nacional.
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