O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou no último sábado (30), no Rio de Janeiro, da cerimônia de lançamento da Tela Brasil, plataforma pública e gratuita de streaming dedicada à exibição de produções audiovisuais nacionais. A iniciativa foi apresentada durante o Rio2C 2026, realizado na Cidade das Artes.
O evento contou com a presença da ministra da Cultura, Margareth Menezes, da primeira-dama Janja Lula da Silva, artistas, produtores culturais e representantes do setor audiovisual.
Durante a solenidade, Lula destacou a importância do fortalecimento da produção cultural brasileira como ferramenta para ampliar o conhecimento sobre a diversidade do país e valorizar a identidade nacional.
Segundo o presidente, a nova plataforma contribuirá para aproximar os brasileiros de suas próprias histórias, tradições e manifestações culturais, oferecendo maior acesso a conteúdos produzidos no país.
Lula também ressaltou o papel econômico da cultura, destacando a geração de empregos e renda promovida pelas produções audiovisuais, espetáculos teatrais e eventos musicais.
Desenvolvida pelo Ministério da Cultura com apoio da Universidade Federal de Alagoas, a Tela Brasil foi criada para funcionar como uma política pública permanente de promoção, preservação e difusão do audiovisual brasileiro.
Os investimentos na implementação da plataforma entre 2024 e 2025 somam aproximadamente R$ 9 milhões, contemplando desenvolvimento tecnológico, licenciamento de obras, curadoria, acessibilidade e gestão do projeto.
Inicialmente, o serviço estará disponível em versão web, com acesso integrado ao sistema Gov.br. Os aplicativos para Android e iOS deverão ser disponibilizados nos próximos 30 dias.
Mais de 550 produções disponíveis
O catálogo inaugural reúne 555 obras audiovisuais brasileiras, incluindo:
- 139 longas-metragens;
- 85 médias-metragens e telefilmes;
- 267 curtas-metragens;
- 64 obras seriadas.
Entre os títulos disponíveis estão clássicos como Deus e o Diabo na Terra do Sol, Xica da Silva, Carandiru, Olga, além de produções contemporâneas premiadas em festivais nacionais e internacionais.
O catálogo também reúne obras de diretores consagrados como Glauber Rocha, Suzana Amaral, Carlos Diegues e Lúcia Murat.
As obras disponibilizadas inicialmente já contam com recursos de acessibilidade, incluindo;
- Audiodescrição;
- Legendagem descritiva;
- Tradução em Libras.
O Ministério da Cultura informou que outras produções receberão recursos adicionais de acessibilidade ao longo de 2026.
A plataforma foi estruturada com dois modelos de utilização:
Perfil Cidadão
- Destinado ao acesso individual por meio do Gov.br;
- Organização por categorias, gêneros e formatos;
- Ferramentas de busca e personalização.
Perfil Direcionado
- Voltado para exibições coletivas e atividades educativas;
- Utilização por escolas, bibliotecas, museus, cineclubes, pontos de cultura, mostras e festivais;
- Apoio à formação de público e debates temáticos.
Fortalecimento da produção nacional
Para a ministra Margareth Menezes, a Tela Brasil surge como uma ferramenta estratégica para ampliar a distribuição do audiovisual brasileiro e aproximar a população das produções nacionais.
Segundo ela, o projeto busca garantir o acesso democrático à cultura, fortalecer a diversidade cultural brasileira e ampliar a visibilidade de histórias, personagens e narrativas que representam a pluralidade do país.
A plataforma também tem como objetivo preservar a memória do audiovisual nacional, incentivar a formação de público e valorizar a produção cultural brasileira em todas as regiões do país.
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