O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a religião não deve ser usada como instrumento de divisão política no Brasil. A declaração foi feita em entrevista ao programa Papo de Crente, da Frente de Evangélicos pelo Estado de Direito, realizada no Palácio da Alvorada na última terça-feira (16). Foi a primeira entrevista exclusiva de Lula a uma rede evangélica em seu terceiro mandato.
Ao lado da primeira-dama, Janja Lula da Silva, o presidente destacou políticas sociais voltadas à população em situação de vulnerabilidade, como o programa Gás do Povo, que prevê gás gratuito a quase 17 milhões de famílias do CadÚnico, e o Luz do Povo, que garante isenção da conta de luz para famílias de baixa renda com consumo mensal de até 80 kWh.
Janja ressaltou que o Gás do Povo ajuda a reduzir riscos de acidentes domésticos e problemas respiratórios. Ela também apresentou detalhes sobre as Cozinhas Comunitárias Sustentáveis, projeto-piloto inspirado nas Cozinhas Solidárias, que busca oferecer alimentação de qualidade e aliviar a sobrecarga de mulheres em situação de vulnerabilidade.
Lula reforçou que governa para todos, mas com prioridade aos mais pobres:
“Eu não faço política tentando dividir a sociedade por religião. Respeito todas as crenças e trabalho para garantir políticas públicas que beneficiem quem mais precisa”.
Outros pontos abordados foram:
- Segurança pública: Lula defendeu o combate ao crime organizado com apoio da União aos estados.
- Saúde: retomada do Mais Médicos (com 27 mil médicos em atuação) e criação do programa Agora Tem Especialistas, para reduzir filas no SUS.
- Educação: implementação do Pé-de-Meia, poupança para estudantes do ensino médio, e investimento em escolas de tempo integral.
- Programas sociais: Dignidade Menstrual, Farmácia Popular e ampliação das políticas contra a fome.
O presidente também lembrou leis sancionadas em seus governos que fortaleceram a atuação das igrejas no Brasil, como o reconhecimento jurídico das instituições religiosas (2003), a oficialização da Marcha para Jesus (2009) e a lei que regulamenta atividades religiosas sem vínculo empregatício (2023).
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